HUNXWÉDÓXÓ E ASIHUHU – MORTE E RESSUREIÇÃO DA HUNSÒ

HUNXWÉDÓXÓ E ASIHUHU – MORTE E RESSUREIÇÃO DA HUNSÒ

“ressuscitação de uma mulher morta há sete dias”

Um grito de dor após o ritual em homenagem a Sakpata. A moça, que estava clinicamente morta, volta à vida. Marcando o ponto culminante da festa de ressurreição, uma das cerimônias mais importantes entre os fons do Danxòmè.

Um povoado africano, em meio à densa floresta tropical do Daxòmè. As casas circundam um espaço vazio, espécie de praça central. Tudo é ainda silêncio, e ninguém permanece na praça. Mas o dia de hoje não é como os outros. De repente, do interior de uma das casas maiores, uma espécie de convento, ouvem se gritos lancinantes de mulheres. Como que despertados por esses gritos, os atabaques começam a tocar. É preciso esperar. Os demais habitantes que não são iniciados, têm que aguardar o término da cerimônia de adoração a Sakpata, feita no interior do convento, e assistida apenas pelos Sakpatanò. Logo após, no meio da praça, todos assistiremos à demonstração do poder de Sakpata. Sakpata vai ressuscitar uma jovem, clinicamente morta há sete dias.

O relato deste ritual só foi possível por muita dedicação e um pedido do Kòkpon (Rei do Allada) aos Sakpatanò do Danxòmè que devem submissão. Esta festa seria o iniciação da iniciação dos Sakpatasi que no Brasil, seria o acordar do “bolar”.

Num instante, os atabaques param de tocar. Cadeiras e bancos são trazidos para a praça central, e os habitantes reúnem se em círculos. Entre eles encontram se os familiares da jovem “morta”, que trouxeram oferendas a Sakpata, a fim de que este traga sua filha de volta de seu reino.

O lento despertar do reino da morte. Os huntò já saíram do convento, e tomaram lugar entre as cadeiras, com seus instrumentos seguros entre as pernas. Recomeçaram a tocar, mantendo o mesmo ritmo, constituindo um estranho e estimulante fundo musical (daahun)

Agora, são as Sakpatanò que chegam, facilmente reconhecidas pelas inúmeras cicatrizes que ornam sua pele. Com a cabeça raspada, elas se enfeitam com braceletes e colares feitos principalmente de akwè. Além de enfeites, esses objetos têm um importante significado ritualistico. Todas trazem na fronte uma fita ornada com plumas de papagaio: sinal que distingue as sacerdotisas de Sapata. Depois, são os vodunò, azétò, que entram na praça. Em seguida, chega o corpo da jovem morta enrolado num lençol imaculado, carregado por quatro homens. No centro da massa humana reunida, foi deixado um espaço livre sobre o qual ninguém pisa. Neste espaço, o corpo é depositado, e desnudado. A jovem não apresenta nenhuma manifestação de vida. Não respira, não se move. A pele adquiriu uma tonalidade cinza, e apresenta diversas feridas purulentas. Os sacerdotes trazem uma grande cabaça cheia de água, na qual foram mergulhadas diversas plantas (amasin).

O canto das mulheres recomeça, monocórdico. Lava se o corpo da jovem com a água da cabaça (kasin). Ao mesmo tempo, as sacerdotisas libertam se de seus atributos, e começam a massagear o corpo. O lençol é umedecido, e usado por momentos como sudário.

O trabalho de massagem dura cerca de duas horas, onde se repetem os mesmos gestos e cantos. Algumas pessoas jogam moedas sobre o lençol. Ninguém fala. Pouco a pouco o corpo retoma sua cor normal, negra, mas permanece sempre inerte.
A certo ponto, o silêncio se faz mais profundo. As sacerdotisas se afastam. Chega o lider dos feiticeiros (Azétònò), que se ajoelha ao lado da jovem, inclina se sobre seu ouvido, e grita seu nome com todas as forças. “Ele deve chamá-la sete vezes”, diz meu guia e companheiro. E, fora esse grito que se repete, nenhum outro ruído afasta o pesado silêncio. Sete vezes, e nada acontece! Um sobressalto percorre a multidão.

Um oitava vez o nome da jovem é gritado pelo feiticeiro. E, então, ela gemeu! Todos nós somos testemunhas: ela gemeu.

O atabaques e os cantos se desencadeiam: Sakpata aceitou que a jovem se torne mais uma sakpatasi. Imediatamente, a moça tem sua cabeça coberta, e é retirada para o interior do convento. Sua iniciação começou, e ela não deverá ver o mundo exterior.

No povoado, a festa vai continuar durante todo o dia e toda a noite. Todos vão comer, beber, dançar e rir muito, contagiados pela típica alegria africana, um estado de espírito que tudo arrasta à sua passagem.
O ritual para ressuscitar é apenas uma parte ínfima dos complexos processos de iniciação ao culto de Sakpata, QUE DURA PELO MENOS TRÊS ANOS. Período durante o qual os jovens discípulos são completamente isolados do mundo exterior.

A cerimônia da ressurreição é, de fato, primordial. O chamado ao novo “filho” do vodun é feito pela própria entidade (que se apodera de seu corpo provocando profundos transes mediúnicos), ou decidido pelos familiares ou pelos outros sacerdotes. A idade média de iniciação, tanto para moças como para rapazes, VARIA DE OITO A DEZESSEIS ANOS. Os dois sexos, se bem que em habitações diferentes, seguem mais ou menos os mesmos ritos e etapas iniciáticas.

Desde sua entrada, o jovem discípulo entra num estado de morte aparente, onde cessam todas as suas funções vitais. DURANTE SETE DIAS, ELE VAI PERMANECER NO LOCAL SEM RECEBER NENHUMA ALIMENTAÇÃO, BEBIDA, OU CUIDADO. JÁ NESTA PRIMEIRA ETAPA, OCORRE UMA SELEÇÃO NATURAL: ALGUNS, APÓS SETE DIAS, DESPERTAM, E OUTROS, NÃO. ESTES ÚLTIMOS SAKPATA NÃO OS QUER PARA SERVI-LO NESTE MUNDO, E POR ISSO OS GUARDA JUNTO DE SI.

Três anos, e Sakpata tem mais um sacerdote Após serem cuidados, e postos em boas condições físicas, OS JOVENS ESCOLHIDOS IRÃO APRENDER A LINGUAGEM SECRETA DOS INICIADOS (HUNGBÉ), os cantos, danças, as diversas operações mágicas. Serão feitas cicatrizes em seu corpo (hunkan), principalmente na fronte, costas, ventre e braços. A cada corte que produzirá uma cicatriz, será proferida uma prece, e um pouco de pó à base de plantas carbonizadas será depositado no interior da carne (bó).

Cada uma delas destina se a proteger o iniciado contra a feitiçaria, os inimigos, e também a lhes dar poder e direta ligação com o grande orixá.

Os discípulos deverão também aprender as propriedades de cada planta mágica ou medicinal, propriedades que tanto podem ser boas como maléficas. Os remédios, as poções, amuletos, não mais terão segredos para eles. Entre essas operações, uma das mais respeitadas e temidas é a cultura do vírus da varíola.

Eles conhecerão cada deus animista, cada ser da natureza, e as cerimônias a eles relacionadas. Mais tarde, para os rapazes, após passarem outras temporadas em reclusão, será permitido servir também a outros desses deuses.

Ao término da iniciação, rapazes e moças retomarão sua vida normal, mas estarão sempre à disposição do grande feiticeiro para os rituais. Periodicamente, retornarão aos conventos durante algumas semanas.

(Texto baseado em uma matéria do jornalista francês Robert Grainville).

Awùrépépé – Jambú

Awùrépépé (Spilanthes acmella – Jambú/treme treme)

Hoje vou falar sobre uma folha muito importante dentro do culto aos orixás, o jambú. Nas casas de Candomblé Ketú recebe os nomes de awùrépépé, éurépepe ou ainda oripépe. Pela sua importância é tida como uma planta de oro, ou seja, de fundamento. Folha ligada aos mistérios da Deusa da Fertilidade, Oxum. Às vezes é confundida com o bánjókó (Acmella brasiliensis), erva também consagrada a Senhora dos Rios. Suas flores são consagradas a Exú, orixá da procriação, aquele que promove as uniões. O jambú costuma crescer em regiões úmidas, estando também, de certa forma, associado a Oxalá, o Senhor da Criação. Quando observamos esses três aspectos ligados a essa planta (Fertilidade/Procriação/Criação) conseguimos entender porque ela é tão importante no processo de iniciação de um iyawo. Oxum é o grande útero que povoa o mundo. Exú é aquele que faz o possível (e o impossível) para que esse útero seja fecundado, cabendo a Oxalá permitir que possamos ser criados no mundo espiritual (orun) e assumir o nosso papel no ayé (mundo dos vivos). Podemos dizer que essa folha carrega em si essa força, que permitirá o nascimento do iyawo dentro do culto aos orixás. O jambú é uma planta tipicamente brasileira, sendo conhecido por vários nomes dentro da cultura popular: abecedária, agrião-bravo, agrião-do-brasil, agrião-do-norte, agrião-do-pará, botão-de-ouro, erva-maluca, jabuaçú, jaburama, jambu-açú, jamaburana, mastruço, nhambu. Dentro do mundo científico são conhecidas diversas espécies que recebem a denominação de jambú, as principais são: Spilanthes acmella e Blainvillea acmella. Dentro da medicina popular costuma ser utilizada para diversos fins, como: antifúngico, anti-séptico, antibacteriano, anestésico, antigripal. É comum entre alguns povos da Amazônia a mastigação das folhas e flores do jambú para aliviar dores nos dentes.

É interessante notar que esse conhecimento, acumulado principalmente pelas populações tradicionais como ribeirinhos, grupos indígenas e quilombolas, vem sendo comprovado por diversos estudos científicos. Alguns desses estudos indicam a presença de alcaloides com propriedades inseticidas, podendo ser utilizados no combate do Aedes aegypti. Um dos principais compostos químicos presentes no jambú é o espilantol. Infelizmente para nós, brasileiros, essa substância (espilantol) já foi patenteada por Norte Americanos e Europeus. Com isso, se quisermos produzir e comercializar remédios e cosméticos a base do nosso jambú teremos que pedir permissão e pagar a esses países. Por exemplo, já existem laboratórios estrangeiros trabalhando na produção de cosméticos anti-rugas a base de espilantol. Esse produto seria aplicado na musculatura subcutânea do rosto, inibindo as contrações musculares de forma muito semelhante ao botox. Porém teria a vantagem de apresentar um grau de toxicidade menor. É realmente uma situação lastimável, principalmente se lembrarmos que o conhecimento para se chegar a esse cosmético provavelmente veio de nossas comunidades tradicionais.
Dentro da culinária da Amazônia e do Pará essa folha é muito apreciada, servindo como base para diversos pratos, como o pato no tucupi e o tacacá. Ambos são herança de nossos povos indígenas. O tucupi é um caldo retirado da raiz de mandioca brava, e que leva horas para ficar pronto, tempo necessário para que perca todo o ácido cianídrico, extremamente tóxico. Já o tacacá é um prato composto com o tucupi bem quente e misturado com farinha de tapioca, camarão e folhas de jambú. Quando se come essa iguaria é normal que a língua fique dormente e os lábios comecem a tremer, fato que justifica o outro nome dessa folha “treme treme”.

Outro fato interessante em relação a esse ewé é a sua utilização em pomadas para aumentar a libido feminina, servindo assim como estimulante sexual para mulheres. Essa ação se daria principalmente através do aumento da contração (peristaltismo) da região genital feminina. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Ceará constatou que a pomada de jambú utilizada em um grupo de homens e mulheres conseguiu aumentar significativamente o desejo sexual e a excitação feminina, assim como o desejo e a satisfação sexual masculina durante a atividade sexual. Mais um fato que comprova que nossos mais velhos sabiam muito bem o porquê da sua utilização.

Vocês se recordam do início do texto? Exú/ Oxum/Oxalá (Procriação/Fertilização/Criação).

Embora muitos considerem essa folha como eró (que apazigua) o awùrépépé também pode ser considerada uma folha gún (que acorda, desperta). Folha poderosa, que cantamos na Sassayin:

Ti éwerépepe

Omi pére pe

Éwerépepe

Okò ni pere pe

Éwerépepe

Omi pére pe

Éwerépepe

Ewerepepe

Água na dosagem certa

Eurepepe

Você não tem na dose certa

Eurepepe

Água na dose certa

Você não tem na dose certa

Ou ainda:

Awùrépépé pèlépèlé beó

Awùrépépé

Aurepepe sensatamente nos abençoe

E também:

Òsányìn Aláwo wa

Sawùrépépé orisá ewé

Òsányìn, Guardião de nosso culto

Suplicamos sua benção, orixá das folhas

oloje iku ike obarainan

Yeye Okê – Senhora das Corujas

OSUN YEYE OKÊ

”Esta é uma das mais raras qualidades de Osun, se trata de uma divindade Okiti-Efan ( Okiti-Efan também pronúncia Ekiti-Efon, e significa “Magníficos montes de Efon, é localizado no estado de Osun na Nigéria.) Se conta que Oloroke se casou com Yemoja e então nasceu Osun, mas existência terrena de Osun se divide em partes, caminhos, Quando Osun decidiu ficar na motanha de Olorokê ela foi nomeada Yeye Okê, mãe da montanha. Yeye Oke é uma Odé, usa Ofá e sua caça é somente notura. Dizem que foi Oxóssi que a ensinou a caçar, mas isso não é verdade. Quando Yeye Oke conheceu Oxóssi, Karê e Erinle ela ja era caçadora.

Então quem ensinou Yeye Okê a caçar? ELA APRENDEU COM AS CORUJAS! Yeyê Okê é ligada as Iyami Eleyé, as feiticeiras que tem pássaros encantados, e entre esses pássaros estão as misteriosas ÓWIWI (corujas) que são aves de rapina muito hábeis além de terem muito Asé. Yeyê Okê se tornou uma caçadora noturna como as corujas e vive rodeada delas e compartilha do mesmo caráter, reservado e feroz. Yeye Oké usa Irukê, Abebê e Ofá. Se veste de branco e tons claros de amarelo e azul seu metal é dourado. É uma Osun da família Real de Efan e a tem como companheira Osun Karê.”

“E wo Yeye Okê o…
E wo Yeye Okê o…
Aya Alá Lolá
F’ou Paô
Aya Alá Omo Oké apo
Afofó Lola Opo Nisé
Orí Omo Oke Apo Wo
E wo Yeye Okê o…
E wo Yeye Okê o…
Ewe Salude Opa mi Aló
Salude Opa mi Aló…
Asá welé Yeye okê…
Ewe Salude Opa mi Aló…
Salude Opa mi Aló…
Asá welé Yeye okê…
Yeye ô… Yeye ô…
Yeyê Yeyê Yeyê Okê o…
Orun Alá Omó Ifá
Awa Sire Eku Abó…
Orun Alá Omó Ifá
Awa Sire Eku Abó…
Yeyê Yeyê Yeyê Okê o…
Yeyê Yeyê Yeyê Okê o…”
Eri Yeye!

 

Entrevista de Iyá Lúcia Omidewá

Entrevista de Iyá Lúcia Omidewá, link disponivel abaixo.

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Assista aqui: Entrevista – Youtube

 

ABATE RELIGIOSO – JULGAMENTO DO STF – LEI DE COTIA


De acordo com pesquisas estatísticas recentes, menos de 10% da população brasileira é vegetariana (não utiliza alimentos de origem animal) ou vegana (não utiliza alimentos, roupas, sapatos ou qualquer utensílio de origem animal).
Num país de 210 milhões de habitantes, 90%, isto é, 190 milhões de pessoas dependem diariamente do abate comercial para obterem alimentação, calçados, vestuário e inclusive medicamentos como a insulina.
Um olhar cuidadoso sobre o abate comercial revela, por exemplo, que peixes de qualquer peso são abatidos com requintes de crueldade, isto é, abandonados fora d’água e entregues à prolongada sufocação.
Nos restaurantes especializados em “frutos do mar” os clientes escolhem caranguejos e lagostas ainda vivas, após o que elas são solenemente lançadas em água fervente. No interior do país, bois são mortos a pauladas.
Utilizado por 90% da população brasileira, o abate comercial raramente é associado a crueldade ou maus tratos contra animais. Já o abate religioso, praticado por 0,4% dos brasileiros, está em vias de tornar-se sinônimo de maus-tratos.
Digo 0,4% porque o censo de 2010 registrou a presença de cerca de 110 mil judeus, 35 mil muçulmanos e 700 mil fieis do Candomblé e da Umbanda, cuja soma resulta em 845 mil indivíduos, algo em torno de 0,4% do total da população.
Ao contrário do abate comercial, o abate religioso praticado por judeus, muçulmanos ou fieis das Religiões Afro-brasileiras utiliza um método que acarreta morte instantânea e com o mínimo de dor – a degola.
Trata-se, aliás, de exigência prevista na Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
Judeus e muçulmanos praticam abate religioso como preceito alimentar (alimentação kosher/judaica e halal/islâmica), mas também como preceito litúrgico, visto que na Kaparot (judaica) e na Eid al Adha (islâmica) utiliza-se o abate ritualístico de animais.
De seu turno, as Religiões Afro-brasileiras celebram o Etutu (ritual de oferendas) em observância ao itan (preceito) de Orunmila-Ifá denominado ebó riru (sacrifício), sendo que o alimento resultante do abate, o apeje ou sara é consumido pelos fiéis e pela comunidade que circunda os templos.
Decretos federais, estaduais e normas do Ministério da Agricultura regulamentam o abate religioso em nosso país.
Em 2005 o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou uma ação sobre abate religioso nas Religiões Afro-brasileiras e concluiu que esta prática em nada contraria as leis ou a Constituição Federal.
Em breve esta decisão do TJ-RS será reexaminada pelo Supremo Tribunal Federal, visto que o Ministério Público estadual ingressou com recurso no STF.
Mês passado também tivemos a aprovação de uma lei do município de Cotia que proíbe o uso científico de animais e pune o abate religioso com multa no valor de R$ 704,00.
O desafio que o Povo de Axé tem pela frente é lutar no STF para manter a decisão do TJ-RS, que deu vitória às Religiões Afro-brasileiras e lutar para derrubar a lei de Cotia, manifestamente inconstitucional e ilegal.
Esta disputa se dará nos tribunais, mas também no trabalho cotidiano de conscientização, nas redes sociais, na mídia, no amplo debate que devemos promover com a sociedade brasileira.
Sem informação, argumentos sólidos, intervenção qualificada e unidade na ação, a intolerância religiosa continuará induzindo as pessoas a esquecerem a carnificina que sustenta açougues, rodízios, McDonald´s, bolsas da louis vuitton, botas e sapatos de couro e o lucro das empresas.
Carnificina esta que em nada se parece com o abate ritualístico de animais praticado em nome da fé!

Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre e Doutor em Direito pela PUC-SP, ex-Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo (2205-2006).

Tudo é uma Constante Mudança

Mudanças…
Tudo é uma constante mudança. As pessoas mudam, o mundo muda… Tudo se transforma com o tempo, e nada permanece igual. O que nos resta são os bons momentos que foram vividos e que ficaram guardados para sempre em nossa lembrança. Devemos viver cada segundo intensamente. Nada é perfeito e em nossa vida, surgem obstáculos e muitas vezes nos vemos sem saída e sem solução para nossos problemas. Aí pensamos e surge a dúvida: Será que existe luz no “fim do túnel”? Para tudo existe uma solução e o maior e principal problema está em nós mesmos, em nossa dificuldade de encarar os fatos e lutarmos por aquilo que realmente desejamos. Toda pessoa possui dentro de si um certo medo, uma insegurança de não conseguir e de ser um perdedor; mas a vida é uma intensa provocação, e devemos encará-la de “peito aberto” para poder vencer e mostrar a nós mesmos que somos capazes de lutar e sermos os melhores. Devemos sempre seguir a voz de nosso coração e seguir sem medo de viver.
A palavra nunca, não existe no vocabulário da vida, pois nós podemos tudo o que quisermos. A auto confiança e a segurança devem ser as principais armas nessa batalha que se chama vida. Mas o que a vida representa? A vida é feita de momentos muitas vezes ruins e bons, tristes e alegres e de presente, passado e futuro. O passado foi vivido e as recordações restam; para o futuro termos esperanças de uma vida feliz. Mas e o presente? Devemos vivê-lo ao máximo, para podermos fazer desses momentos os melhores de nossas vidas. Um conselho: Viva e aprenda com a vida. A cada dia, aprendemos novas lições e com elas tiramos proveito para não errar novamente, não “tropeçar” no mesmo erro. Todos os dias acordamos e fazemos praticamente o mesmo, e às vezes o cotidiano cansa. Mas mesmo assim, olhe para o céu e para o sol. Enquanto ele brilhar para nós, ainda existirá esperança.
Podemos ser felizes com pequenas coisas. Sempre faça de sua vida uma eterna primavera com flores sempre a nascer. Vida é renovação, é esperança e temos que ter força para lutar. Não importa que tipo de vida você tenha, apenas viva e tente ser feliz, lute até o fim, busque seus sonhos e ideias com toda a força que puder, pois com certeza alcançará; e no fim de sua vida, você poderá olhar para trás e dizer com orgulho: “Eu lutei, eu vivi, eu busquei, eu venci.” E os pequenos e grandes obstáculos que enfrentou, você perceberá que foram como “espinhos ” que se foram e se perderam com o tempo. (Desconhecido)

Delegação do Governo do Quênia

No dia 17/05/2016, a Iyá Lúcia Omidewá esteve no Palácio da Redenção, fazendo parte da equipe de convidados para receber a Delegação do Quênia. Evento para trocas de saberes sobre agricultura familiar e esgurança alimentar.

A vice-governadora Lígia Feliciano recebeu na tarde da terça-feira (17/05) a delegação do governo do Quênia com 30 representantes. Eles estiveram na Paraíba para conhecer a experiência de apoio à agricultura familiar e trocar experiências sobre segurança alimentar. A reunião também contou com a presença de técnicos e representantes do Governo do Estado, das Nações Unidas e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Estiveram também no Quilombo em Areia/PB. Produtos da agricultura familiar.

Notícia: Governo da Paraíba

 

Prêmio Abèbé de Prata 2016

No dia 31/05/2016, aconteceu um grande evento religioso no teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), em Recife. A Iyá Lúcia Omidewá recebeu um prêmio que é considerado o Oscar dos movimentos sociais em Pernambuco, o Abèbé de Prata, em reconhecimento a sua luta em prol das Religiões de Matrizes Africanas. Sempre nos orgulhando. Parabéns.

 

Com a força e determinação características das filhas de Oxum hoje em Recife-PE Iyá Lúcia é honrada com o Troféu Abèbé de Prata. Merecimento e reconhecimento pela luta do nosso povo de matriz africana, nossas raízes e nossa religião tão amada pelos devotos e tão perseguida pelos ignorantes. Me enche de orgulho como seu filho e tendo como exemplo essa guerreira como sacerdotisa. O Ilê Asè Opô Omidewá muito se orgulha e fica feliz por tantas conquistas dadas pelo nosso Orixá Mãe, Surê fumi yá Oxum. (Por Ebome Nino de Osossi, do Ilê Asè Opô Omidewá)
Abaixo algumas declarações:

Hino do Candomblé Iorubá

Hino do Candomblé Iorubá 

AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ Ô

AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ Ô

AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ O

ESIN KAN O PE

O YEE

ESIN KAN O PE

KAWÁ MA SORÔ Ô

AWÁ O SORÔ ILÊ WÁ Ô

Cultuar nosso Orixá

Nós vamos cultuar nosso Orixá

Nós vamos cultuar nosso Orixá

Nós vamos cultuar nosso Orixá

Ninguém está contra isso, sim

Ninguém nos diz pra nos afastarmos

de nossas raízes

Nós vamos cultuar nosso Orixá

Oxum Ijimú

Ijimú e a Mãe do Povo Jejê é ligada ao povo carijébe, ou como chamamos o povo de jejê, diz uma lenda Oxum Ijimú teve vários filhos, assim era mestra no cuidados as crianças, e acabou por se tornar responsável pelos nascimentos de seu povoado, ia de casa em casa, com o tempo sua fama cresceu, em um período que o reino de Nanã foi atacado por Ogum e seu povo teve que ir para a guerra, Nanã pediu a Ijimú que cuidasse das crianças de sua tribo, então ela os colocou em uma grande cabaça e os levou para o fundo do rio, até que a grande guerra acabasse, por seus favores e pelo amor com que cuidou dos filhos do jejê, Nanã lhe ofereceu dois brajás de búzios e uma abebé de madeira, em forma de boneca, com a parte superior em forma de cabaça, para que essa passagem nunca fosse esquecida.
Seus filhos carregam a simpatia, educação e a sabedoria, são ótimos educadores. Joviais carregam no olhar a sinceridade. A memória boa é marca registrada, sempre estão prontas a escutar e adoram um bom papo. Na sua maioria, são modesto, pra elas sem admiração não há amor. Tradicionais, tem tendência aguçada ao misticismo e as artes ocultas.

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