Dia de Mãe Stella!

Maria Stella de Azevedo Santos, Mãe Stella de Oxóssi, Odé Kayodê, nasceu no dia 02 de maio de 1925, em Salvador, Bahia. Nossa ancestral, nosso exemplo, que mesmo não estando entre nós fisicamente, ainda nos inspira, nos direciona, com todos os ensinamentos deixados, seu legado vive. Se estivesse no Aiyê, completaria 96 anos de vida. O Orun está em festa! Salve a eterna estrela azul da Bahia e dos nossos corações! A senhora vive entre nós e em nós. Salve Odé Kayodê! Nossa ancestral!

“Kíkí Ìyá Stella lààyè awon ésà àti Òrìsà Egbé?!”
(Salve Mãe Stella e viva os ancestrais do culto de Orixá!)

E como já foi dito por Mãe Beata d’Iemanjá, também uma ancestral: “Nós não morremos. Há uma continuidade de outra vida mais plena, com mais sabor, com mais serenidade. Nós somos como um vidro de perfume. Se uma grande essência cair, se quebrar, fica aquele aroma delicioso, de capim, de rosa, sem você saber… Nós somos espíritos, somos os eguns, porque os nossos antepassados estão ali conosco”.

Dia Mundial da Saúde

O Dia Mundial da Saúde é celebrado em 07 de abril. O principal objetivo desta data é conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da saúde para ter uma melhor qualidade de vida. Precisamos cuidar do nosso espiritual, mas também do nosso corpo, nossa mente.

“Muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão sem nenhuma doença, porém a falta de enfermidades não significa presença de saúde. Dizer que uma pessoa está saudável requer a análise de um conjunto de fatores, tais como qualidade de vida e aspectos mentais e físicos. Em 1946, a Organização Mundial da Saúde aprovou um conceito que visava ampliar a visão do mundo a respeito do que seria estar saudável. Ficou definido então que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. De acordo com esse conceito, percebemos que saúde não é um estado fácil de ser alcançado, uma vez que nem todas as pessoas conseguem viver sem tristezas, sem preocupações e interagindo com o restante da sociedade de maneira harmoniosa. A saúde deve ser vista como uma forma de total bem-estar, que é conseguido não só por meio do tratamento de doenças ou de sua prevenção, mas também da qualidade de vida. De acordo com a Lei nº 8.080, de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A lei também enfoca que, para haver saúde, alguns fatores são determinantes, tais como: a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer, e o acesso aos bens e serviços essenciais. Percebe-se, portanto, que todos os fatores, por mais irrelevantes que possam parecer, afetam a vida de um indivíduo e, consequentemente, a sua saúde. O papel do Estado para garantir o bem-estar da população é fundamental, pois é ele o responsável pela qualidade de vida de cada cidadão.É fundamental que, além de cuidarmos da nossa saúde, participemos da luta por melhorias em nosso país. Vale destacar que não devemos procurar melhorias apenas em hospitais, devemos lutar por mais segurança, educação, lazer, cultura, entre outros direitos básicos e fundamentais para o completo bem-estar individual e social.” (Brasil Escola)

Se cuidem. Se respeitem. Se amem.

Programação contemplada pela Lei Aldir Blanc

O Instituto de Desenvolvimento Social e Cultural Omidewá – INDESCO, presidido por nossa Iyalorixá, Lúcia Omidewá, visando a preservação da cultura Afro-brasileira, e buscando reparar o efeito da pandemia do novo corona vírus nas atividades culturais do Ilê Axé Opô Omidewá, realizará nos dias 25 e 29 de novembro de 2020 a programação contemplada pela Lei Aldir Blanc, nos editais Fernanda Benvenutty e Chica Barrosa do Governo do Estado da Paraíba.
No dia 25 de novembro as 18h00, teremos no canal Ilê Axé Opô Omidewá no Youtube, a Contação de História: A Criação do mundo e do homem segundo os povos iorubas, que é um registro da atividade realizada por nossa Iyalorixá durante a pandemia.
A culinária afro-brasileira, encontra um lugar todo especial no dia 29 de novembro as 18h00, também em nosso canal no youtube: Dendê – Calor e Sabor nas cozinhas de matriz africana, uma oficina culinária, para nos deliciarmos e aprendermos cada vez mais sobre nossa cultura.
As atividades são uma idealização da nossa Iyalorixá Lúcia Omidewá, com a realização de nossa comunidade e a produção da Recreio Criações. Foram observados todos os cuidados e orientações da OMS, quanto a evitar o contágio com o novo corona vírus.

Esperamos vocês no nosso canal.

Itan sobre Iroko

“No início da humanidade, os orixás tomaram a decisão de plantar uma entidade na Terra. Dessa forma, seria mais fácil para que eles descessem até o planeta em questão e ajudassem a povoá-lo, oferecendo não somente trabalho e comida, mas toda uma vida. A divindade que foi utilizada nessa tarefa se chamava Iroko. Certo dia, uma briga muito intensa ocorreu perto de Iroko. Embora os responsáveis por ela fossem dois humanos, eles logo envolveram os orixás em sua discussão, que tomou proporções muito grandes em pouco tempo. Cansado e irritado por presenciar tal questão, Exú soprou um pó que logo se transformou em um raio e atingiu os homens, matando-os. Esse acontecimento assustou toda a população que morava no local, fazendo com que eles acreditassem que aquilo tivesse sido fruto de magia negativa. Revoltados com a conclusão estabelecida pelos seres humanos, os orixás decidiram acabar com toda a vida na Terra. Diante esse acontecimento, Oxalá pediu a intervenção de Olorum, que impediu a morte da comunidade. Nesse momento, a entidade também soprou um pó sobre Iroko. No mesmo minuto, ela criou raízes fortes e longas na Terra e passou a crescer. Cresceu tanto que em poucos minutos quase atingiu o céu. Isso só não aconteceu porque Olorum logo formou várias nuvens que impediram a visão do orixá e, assim, finalizou o seu desenvolvimento. Triste por causa da morte de tantas de suas criações, Oxalá foi presenteado com um galho de Iroko. Com ele, passou a controlar o destino de todas as pessoas, de maneira a não permitir que algo do tipo ocorresse novamente.” (Fonte desconhecida)

Itan sobre Ewá

“Ewá, assim, como Oxumarê, é filha da Orixá Nanã. Ewá é o horizonte, o encontro do céu com a terra. É o encontro do céu com o mar. Ewá era bela e iluminada, mas era solitária e muito calada. Nanã, então, preocupada com sua filha, pediu a Orunmilá que pusesse um amor em seu caminho, que arranjasse um casamento para Ewá. Mas Ewá gostava de sua solidão e queria, na verdade, viver só; dedicando-se unicamente à sua nobre tarefa de trazer a noite ao horizonte, e de mandar o sol se pôr com sua magia. Nanã, porém, insistia em casar a filha. Então, Ewá pediu ajuda a seu irmão Oxumarê. Dono do arco-íris, Oxumarê escondeu Ewá no lugar onde termina o arco de seu corpo. Escondeu Ewá por trás do horizonte e Nanã nunca mais pôde alcançá-la para impor-lhe esse casamento indesejado. Assim, os dois irmãos passaram a viver juntos; lá onde o céu encontra a Terra, de onde ela traz a noite com seu adô.

Pèlé ‘nbo Ewá a níre o
Òrìsà yin a ‘nbo Ewá
Ewá a níre o

Delicadamente cultuamos Ewá
por estarmos felizes
Orixá estamos cultuando-vos Ewá
Ewá estamos felizes.”

(Reginaldo Prandi, “Mitologia dos Orixás”).

Extraído de Simone Santos.

Itan sobre Oxóssi

Oxossi, garoto ainda, mas já demonstrando paixão pela caça e consequentemente pela mata, saía todas as madrugadas e voltava sempre ao anoitecer, sempre, trazendo uma novidade. Ele tinha poucos amigos, pois era desconfiado. Falava pouco, mas quando escapava uma conversa, falava muito de um amigo, Ossain. A mãe não gostava muito das proezas do amigo. Este fazia as pessoas se perderem na floresta, assustava a quem passava distraído, sem pedir licença – “agô”.

Certo dia, a mãe o chamou e disse: – Tive um sonho desagradável com você, por isso, hoje não saia de casa. Ele insistiu e ela disse: – Então não vá para longe. Como Oxóssi era destemido, achou que era controle ou repressão. Sabia também que não era de briga ou agressão. Saiu. Adiante, encontrou com o amigo Ossain, que pulou em sua frente o assustando. Quando reconheceu o amigo, abraçaram-se e foram andando. Ele contou a conversa da mãe, ao que o outro respondeu: – Toda mãe é boba. Nem de briga você gosta. Você não é como Ogun. Andaram muito, tiveram sede. Odé, nas pressas, não pegou o embornal da água e se lamentou. O outro disse: – Tem nada não, tenho aqui uma coisa melhor que água. No primeiro gole, Odé achou forte e disse que não queria. O outro falou: – Você parece uma mocinha. Ao que ele respondeu – Sei que sou homem. E bebeu.

A sede aumentou, Odé bebeu mais e mais, ficou embriagado, sentou e dormiu. O outro gozador jogou a bebida pela cabeça do companheiro. A tal bebida era meladinha – aguardente e mel de abelha – e colocou um punhado de penas da cabeça aos pés, pelo rosto, braços. Pôs no corpo todo. Estando embriagado, Odé não sentiu. Ao acordar, horas depois, meio zonzo, achando-se estranho, pensou que era apenas efeito da bebida, foi para casa já bem tarde, depois da hora de costume. A mãe ao vê-lo fantasiado e trôpego, o expulsou de casa. Ele voltou para a mata desolado, não encontrou mais Ossain que tinha se tornado invisível, depois da peça que pregou. Odé tonto, triste, com fome e sede, todo cheio de penas, não teve condições de seguir em frente.

Pela madrugada chegou Ogun, encontra Odé nesse estado deplorável, toma conhecimento do ocorrido absurdo, manda que vá tomar banho no rio, prepara uma cabana de folhas e o põe dentro e fica de guarda até passar o efeito da embriaguez, até o amanhecer. Deste dia em diante, Oxóssi tomou horror ao mel de abelhas, não quer nem ouvir falar no nome.

(Oxossi: o caçador de alegrias, 2011, p. 29-31).

Itan: Iemanjá, mãe das cabeças

“Olodumare fez o mundo e repartiu entre os orixás vários poderes, dando um reino a cada um para cuidar. A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Oxóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaê o poder de controlar as doenças de pele. Oxumarê seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Xangô recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Iansã reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Ewá controlaria a subida dos mortos para o Orun, bem como reinaria sobre os cemitérios. Oxum a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos. Do seu reino sairia a lama da qual Oxalá modelaria os mortais, pois Oduduwa já havia criado o mundo. Todo o processo de criação terminou com o poder de Oxaguian que inventou a cultura material. Para Iemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Oxalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos. Ela trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava. Durante muito tempo Iemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Oxalá, que este enlouqueceu. A cabeça de Oxalá não suportou os reclamos de Iemanjá. Ele ficou enfermo, e Iemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias o curou. Oxalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o borí e demais ritos à cabeça.” (Autor desconhecido)

Oxum – Ancestralidade Feminina

Òsún é a proprietária de todos os rios e de todas as águas doces do mundo, incluindo a água do corpo e da corrente sanguínea. Em geografia sagrada, a energia Òsún é encarnada em seu rio sagrado que leva seu nome. O rio Òsún que nasce no Estado de Ekiti, no leste da Nigéria e do fluxo para o oeste através de sua casa, Osogbo, onde a adoração é centradaem Òsún. Esta é a casa de sua mais alta sacerdotisa, a Ìyá Òsún (Mãe Òsún).
Òsún – a personificação da Ancestralidade feminina. Em todo o mundo, quando nos deparamos com a água, encontramos a personificação do feminino, da purificação e da fertilidade. É a água que sustenta nossas vidas frágeis no ventre de nossas mães antes de chegarmos a cada encarnação. É água é o agente pelo qual nós purificamos o corpo e a alma. É a água que nos limpa de dentro para fora. Em muitas culturas, a santidade da água é captada no arquétipo de uma divindade feminina, o que também é o caso da cultura iorubá da África Ocidental. A importância primordial da água é ser reconhecida e venerada por meio da adoração dos ribeirinhos ao Òrìsá Òsún (divindade).
… É na estação das chuvas, quando o rio Òsún está cheio de águas, a sua cura e a fecundidade da terra está a sua altura, é quando é feito o festival anual para honrá-la é celebrada. É a sua sacerdotisa, a Ìyá Òsún e sua contra parte terrena / parceiro, o Atoaja, que tomam o centro do palco para se certificar de que ela é propiciada de forma correta, de modo que a cidade inteira, na verdade, todo o nigeriano e adorador mundo afora possa experimentar um ano próspero. Além de ser o Òrìsá da fertilidade corporal, Òsún é uma divindade da fertilidade monetária. Òsún é associada à riqueza e pode provavelmente transmitir a riqueza como ela faz com as crianças. Novamente, podemos olhar para a sua poesia de louvor e compreender sua associação com a riqueza. Em seus poemas vemos muitos elogios, encontramos a altura da beleza, a luz delgada de sua pele que é adornada com o bronze, metal precioso, e carrega um pente de contas. É no rio Òsún que encontramos os meios de troca monetária, o búzio, que é usado pelos yorùbá. Tão forte é sua associação com a riqueza, que na diáspora, ela é freqüentemente invocada a trazer estabilidade financeira e sorte. Freqüentemente, o devoto em busca de riqueza irá encontrar um rio e as ofertas de um dos alimentos especiais Òsún, o mel, juntamente com cinco moedas de cobre. Em Osogbo, não seria incomum para uma pessoa que precisa de dinheiro trazer seus presentes ao bosque sagrado e oferecê-los diretamente ao rio para pedir favores. Enquanto o búzio é um meio de troca, ele também pode ser usado para adivinhação. Òsún é também um adivinho através de sua associação com búzios e sua associação com a òrìsá da Adivinhação Òrúnmìlá (vis-à-vis o casamento). Nos deparamos com mais uma faceta deste Òrìsá muito importante, nos deparamos com uma mulher de conhecimento. Òsún é dito ser o Òrìsá que aprendeu o sistema de adivinhação com dezesseis búzios. De fato, em algumas das mitologias, é Òsún que executa adivinhação na casa de Òrúnmìlá quando ele está longe. Embora para nós Òsún seja o máximo em feminilidade, ela como todos os òrìsá é um poder divino que incorpora a feminilidade. Foi Òsún, o único Òrisá do sexo feminino que desceu a Terra dentre os 16 Òrìsás para deixar o mundo pronto para a humanidade (Autor desconhecido).

Flora Omidewá

A preservação do patrimônio imaterial, sobretudo acerca do conhecimento sobre ervas e suas propriedades litúrgicas e medicinais, sempre foram um ideal da Iyalorixá Lúcia Omidewá. Pensando nisso a Iyalorixá que está a frente do Ilê Axé Opô Omidewá e preside o INDESCO – Instituto de Desenvolvimento Social e Cultural Omidewá, fundou o projeto Flora Omidewá, que pretende atuar em três vertentes: Preservação Ambiental, Sustentabilidade e Propagação do Patrimônio Imaterial constituído pelo conhecimento de ervas e seus fundamentos. A área verde do Ilê Axé Opô Omidewá, que já era ocupada por ervas para os atos litúrgicos, agora preenche-se ainda mais de sustentabilidade, são empregados o reaproveitamento de pneus e materiais recicláveis como garrafas pet, para que os canteiros se expandam e a comunidade utilize-os para expansão de seus conhecimentos, preservação ambiental e geração de renda para a manutenção do Instituto, responsável pelo Ilê e por seus espaços culturais, como o Ponto de Cultura Odé Kayodê. Diante das condições impostas pela pandemia do novo corona vírus, o projeto Flora Omidewá, tem avançado significativamente. Na última quinta-feira (06 de agosto de 2020) parte da comunidade do Ilê Axé Opô Omidewá que segue em isolamento social junto a Iyalorixá, deram seguimento as ações do projeto, desta vez além do planejamento, foi preciso pôr as mãos na massa, foram criados mais 15m² de canteiros e produzidas algumas centenas de novas mudas, que serão destinadas aos atos litúrgicos do próprio Ilê e também a comercialização que é um dos braços sustentáveis do projeto, que busca atender as Comunidades de Terreiro no Estado da Paraíba, mas que pretende também expandir-se nacionalmente, perpetuando o conhecimento sobre as ervas, e disponibilizando exemplares para aquisição deste item indispensável ao candomblé. Todas as atividades realizadas durante a pandemia seguiram as diretrizes da OMS e demais órgãos estatais de saúde. O projeto Flora Omidewá conterá também ações formativas como Oficinas de banhos e produção de sabonetes vegetais, essenciais a liturgia do candomblé, Workshops acerca das Ervas e a Liturgia, Seminários acerca da Preservação Ambiental e Sustentabilidade.

A importância de Exú

EXÚ
O princípio
O intermediário
O início o meio e o fim
A comunicação, a evolução de cada indivíduo

É muito comum as pessoas temerem seu Orixá por estar com obrigação atrasada, alguns dizem que seu “Santo” vai te castigar, vai acontecer isso ou aquilo! Mas o fato é: quando deixamos de cumprir nossas obrigações diante de nosso orixá ele se entristece e acaba se afastando da gente, abrindo campo para doenças, tristezas, mazelas, em geral acontece. Justamente pelo fato de não estarmos em dia. Hoje a humanidade se esquece que culto a orixá é amor ao que se cultua, é evolução, diálogo e compreensão (comunicação), respeito e igualdade, não dá para desejar aos outros o que não se quer para si mesmos.

A maldade é uma via de mão dupla dois pesos e duas medidas, nunca vi ninguém desfrutar da boa vida derrubando os outros o dinheiro fica contaminado a vida adoece, o brilho se ofusca, se não pega quem faz pega um dos seus. Exú é o mensageiro e vai muito além de roupas, pingas e giras madrugada a fora. Ele vê tudo, sabe de tudo, a intenção que cada um tem. Exú é o primeiro a chegar e o último a ir embora, sabe quem dentro está sem precisar entrar. Ele segura nossos portões, defende nosso povo das mazelas, talvez o povo hoje tenha deixado de ler, de estudar de evoluir, de buscar caminhos, os mais velhos por já se acharem sábios o suficiente, os mais novos por darem importância ao que não se tem. Mas o fato é que Exú tem suma importância a cada ato, a cada ação, é o divisor de águas. Candomblé onde se cultua orixá não faz nem prega a maldade ao próximo. Você não precisa estar na lista dos mega star, mas dar caminho aos poucos que juntos estão. Muito menos seguir exemplo de quem não é exemplo de boa conduta, não importa quantas vezes você ganhou dinheiro, mas sim quantas vezes com o dinheiro lembrou-se de Exú, de tudo que te livrou de passar.

São três meses de pandemia, horas, dias e semanas sem culto a orixá, mas a todo momento eles nos protegem. Hoje falta muito o saber. Saber dar continuidade no que começamos, sem buscar tanta resposta no vizinho, mas encontrar caminhos em si mesmos. Se tudo fosse “macumba”, Bahia ganhava a copa do mundo, Babalorixá fazia linha de frente contra o covid, seríamos imortal. Fé, força de vontade, entendimento, sacrifício, dedicação e lealdade, dizem tudo sobre um ser humano. Você pode tomar axé até com Pierre Verger, fazer santo na casa mais tradicional, se não tiver respeito por si mesmo, pelo seu tempo vivido dentro do culto a orixá, se não souber valorizar seu conhecimento tomará 1, 3, 7, 21 anos sem saber que para todo mal existe um bem, para toda perca um ganho, e para todo sacrifício uma vitória.

Nada que se vive é em vão
Tudo nos serve de aprendizado
De compreensão, algumas coisas irão durar meses outras uma vida toda.

Exú em mim, nesta e em outra vida.
Laroye Exú Mojubá

(Autor desconhecido)

Imagem: @vieirapx

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