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Ìyá Olóòkun Seniade – primeira esposa de Oduduwa

Ìyá Olóòkun Seniade é a primeira esposa de Oduduwa. Com ela teve dois filhos Ogún e Isedéle. Ìyá Olóòkun Seniade é conhecida por ser mãe e dona do mar.[3]Senhora da riqueza, prosperidade assim como o próprio mar. Omonide também foi esposa de Oduduwa. Com ela Oduduwa teve vários filhos e um dos destaques são Alákétu e Aláke que se tornaram oba.[4] Por último, mas não menos importante temos Lakanje. Esposa humana de Oduduwa e que deu a luz a diversos filhos, mas o principal foi Orànmìyán. Lakanje era uma mulher belíssima que foi aprisionada por Ogún após uma rebelião de uma cidade vizinha a Ilê-Ifé. A obrigação de Ogum era entregar Lakanje ao seu pai Oduduwa, porém não resistiu aos encantos e se relacionou com Lakanje. Antes de entregá-la ao seu pai Lakanje já estava grávida. Oduduwa também se impressionou com tamanha beleza de Lakanje e casou com ela. Quando o filho de Lakanje, chamado Orànmìyán nasceu, tinha duas cores – metade albino, metade negro. Metade albino, porque Oduduwa é albino e negro por causa de Ogum. Através da cor de Orànmìyán foi descoberta a traição de Ogum, o que deixou Oduduwa furioso, mas a discussão maior era para saber de quem Orànmìyán era mais filho.
Devido o processo de diáspora o culto a Oduduwa se perdeu no Brasil, mas a sociedade iorubana ainda o cultua fortemente. Um exemplo de tamanho respeito que há com Oduduwa é que quando uma criança nasce albina é considerada sagrada. Assim como outros orixás de origem iorubana o culto a Oduduwa se perdeu no Brasil em meio o processo de diáspora africana.

[1] “[…] o orikí é uma saudação nominal. É um nome que encerra uma louvação, um elogio que se refere a uma qualidade sempre excelente da pessoa. Os orikí são também criados para Orixás, as cidades, plantas e animais domésticos”.
[2] Jogo divinatório
[3] No Brasil devido o processo de diáspora Ìyá Olóòkun deixou de ser cultuada como mãe do mar. Yemanjá é cultuada no Brasil como rainha do mar, mas entre os iorubás ela é a divindade do rio.
[4] A palavra Oba significa rei em geral. O que distingui estes reis são seus subtítulos ou o verdadeiro “título” que os individualizam. No caso, o da cidade de Kétu é o Alákétu e assim o são por todos os grupos iorubás como o de Òyó que é chamado de Aláààfin, ou o de Ifé que é Óòní. Para mais detalhes: “Oba Omo-Odùduwà”, em Barreti, set.2003, Internet. Algo importante de se destacar é que a figura do Oba é ainda muito importante para a sociedade iorubana e ainda mantém destaque social. Os Oba são representados como descendentes diretos dos Orixás ou mesmo definidos como o próprio orixá em vida.

FONTE: Cultura e Filosofia Africana

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