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Orì

ORÌ

Uma das mais importantes Divindades na compreensão das crenças Yorubás é Ori. Ori é o guia de cada um e de todos para o sucesso neste mundo e também no outro (Além-Òrun). Ori é o Orisá supremo que somente se abaixa para Olodumare (Olorún). Muitas pessoas, neste país, envolvidas nesta religião, não têm conhecimento de Ori. E uma pessoa sem Ori é uma pessoa sem direção. Devemos notar que a cabeça é em geral a primeira a entrar neste mundo, e é o recipiente ou residência de todas as escolhas (opções). Para os Yorubanos a palavra Ori tem vários significados. Primeiro é o Senhor (líder) do corpo inteiro, isso porque dele pode-se perceber: Olhos, boca, nariz, ouvido, cérebro que toma conta de todo o organismo. Assim o senhor desta divindade tão importante chama-se Olori (senhor ou proprietário de todo ORI. Isto significa que Ori é sem dúvidas o senhor de tudo e para superá-lo só mesmo o próprio Olodumare (senhor supremo) do destino e criador de todas as coisas no mundo físico e também espiritual, deste modo superior a Ori e assim Olodumare é criador também do Ori. No corpo humano Ori (cabeça) se divide em dois: cabeça física onde se encontra o cérebro que usamos para pensar e o cérebro para controlar o corpo e é o nosso guardião mesmo em estado de inconsciência. Em conclusão o corpo depende de seu Ori (cabeça). De outra forma o Ori espiritual divide também dois sendo: Ápárí-Inú (parte externa espiritual do próprio Ori e Ori-Apere que seria o Deus individual de cada pessoa, representado o destino que cada pessoa carrega. (AKÚNLENYAN, ÁKÚNLÉGBÁ É ÁYÁNMÓ).

• AKÚNLEYAN: É a parte do destino que o espírito ao se preparar para encantar na Terra pega na casa de Ajala (oleiro divino).

• ÁKÚNLÉGBÁ: É uma parte que seve como elemento complementar do AKÚNLEYAN.

• ÁYÁNMÓ: – É a parte do destino que impossibilita mudança, a isto por que esta relacionado a coisas com a Mãe, o Pai, Irmão e família de um modo geral

• ÁPÁRÍNÚ: – É a parte interna espiritual do Ori e é individual ao caráter do homem, é possível que o homem nasça para o mundo acompanhado de um Bom Destino no entanto se o caráter desta pessoa for Ruim pode ser transformado em destino também Ruim.

Para termos idéia quanto á importância e primazia do ORÍ em relação aos demais ÒRÌSÀ, um Itan do ODÙ OTURA-MEJÌ, ao contar a historia de um ORÍ que perdeu no caminho que o conduzia do ÒRUN para o AIYE, relata;

“…ÒGÚN chamou ORÌ, e perguntou-lhe: você não sabe que você é o mais velho entre os ÒRÌSÀ?” Sem receio podemos dizer, “ORÌ mi a ba bo ki a to bo ÒRÌSÀ”, ou seja: Meu ORÌ, que tem quer ser cultuado antes que o ÒRÌSÀ”. E ainda tem o Oriki dedicado à ORÌ que nos fala que “Ko si ÒRÌSÀ ti da ngbe lèyin ORÌ eni”, significado: “Não existe um ÒRÌSÀ que apóie mais o homem do que o seu próprio ORÌ”.
Quando encontramos uma pessoa que, apesar de enfrentar na vida uma série de dificuldades relacionadas às ações negativas ou maldade de outras pessoas (inveja, olho ruim, despeito, e ainda assim continua encontrando recursos internos, força interior extraordinária, que lhe permitem a sobrevivência e, inclusive muitas vezes, mantém resultados, adequados de realização na vida, podemos dizer, “ENIYAN KO FO KI ORU FI ASO, ORÌ ONI NI SO NI”, ou seja: “As pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem e garantir-lhe a sobrevivência social e as relações com á vida, apesar das dificuldades que ele enfrenta. Esta é a razão pela qual o BORI, forma de louvação e fortalecendo do ORI é utilizar em nossa religião é utilizada muitas vezes precedendo, e até substituído um EBÓ. Isso fará com que a pessoa venha a encontra recursos internos adequados, esta de que falamos, seja á adequada ou ajuntamento de suas condições frente ás situações enfrentadas, seja quando ao fortalecimento de suas de energia e conseqüente integração com sua fontes de vitalidade. É importante dizer que é o Ori que nos individualiza e, por conseqüência, nos diferencia dos habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparência físicas nos permite qualquer referencia de identificação dessas diferenças. Sinalizadas essa condição, tal vez uma das maiores lições possamos receber com respeito à ORI possa ser extraída do Itan ODÚ OSÁ MEJI que reproduzimos a seguir e que é a resposta que foi dada por Ifá para MOBOWU,esposa de ÒGÚN quando ela foi lhe consultar:

“ORÌ burúku ki i wu tú ulu
A ki da ésé asiwereé mô lójé- Óná
A ki um’Ori oloyé láwújo
A difa fun Mobówó
Ti i se obírin ÒGÚN
Ori ti o jôba Lola
Enikan ó moo
Ki toko-taya ó mó pé raa wôn wéré mô
ORÍ ti joba Lola
Eníkan ó mó”.

TRADUÇÃO

“Uma pessoa de mau Ori não nasce com a cabeça diferente das outras
Ninguém consegue distinguir os passos de um louco na rua
Uma pessoa que é Líder não é diferente
E também é difícil de ser reconhecida
É o que foi dito á Mobowu, esposa de ÒGÚN, que foi consultar IFá
Tanto esposo como a esposa não deviam se maltratar tanto (brigarem espiritualmente),
O motivo é que Orí vai ser coroado
E ninguém, sabe como será o futuro da esposa”.

Para os Yorubás o ser humano é constituído dos seguintes elementos: ARA, ÓJIJI, OKAN, ÈMI e ORÍ.

ARA : É o corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes.
ÒJÍJÍ: e a “sombra” humana, a representação visível da essência espiritual.
OKAN: é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação.
EMI: é esta associado a respiração, é o sopro divino. Quando um homem morre, diz-se que seu Emi partiu.

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