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África Terra Mãe

Estive uns dias longe do movimento do meu mundo, posso dizer que me permiti ter uma pausa. Por catorze dias me permiti fazer tudo diferente de minha rotina, novos lugares, onde toda minha rotina foi alterada.
Tinha que acordar bem cedo e “andar” em um ritmo acelerado, que ás vezes se estendia até tarde da noite, mas estava fazendo o que eu gosto porém dentro de um ritmo apertado para o que era minha rotina. Descobri que gostei muito para minha surpresa, e ainda entendi que dou conta de coisas que nem me imaginava.
Me sinto renovada e ainda sou capaz de entender com muita tranquilidade que posso ir além de “meus” conceitos e padrões, mais uma vez, isso ampliou em muitas minhas próprias possibilidades.
Ficou claro para mim e até entendi um pouco mais, como nossas crenças nos limitam e às vezes são tão sutis que nos fazem pensar que estão nos protegendo ao nos levar a crer que… o que “elas” nos ditam são o que nossa ancestralidade quer e mais ainda nosso orí.
Portanto o que quer que seja que nos dite e seja lá qual for as regras se nos limita não pode ser mesmo a voz da nossa Alma que muito sutilmente somos levados por nossas memórias a descartar coisas e a nos enquadrar em outras porque, equivocadamente, acreditamos que esse é nosso modo genuíno de “Ser”.
Meu afastamento e novo reencontro me fez perceber que ás vezes estamos limitados por crenças a respeito do que gostava e até não gostava. Me prendiam a uma forma de agir onde estava exercendo só uma parte do que posso… uma outra parte minha estava impedida de agir porque sequer eu dava a ela uma oportunidade de se revelar…
Mas o Universo, em toda sua sabedoria, colocou-me em uma situação onde pude ver que muito além das minhas crenças tem muito mais a ser vivido e descoberto… somos muito mais do que nossas memórias querem nos fazer crer.
Em meu percurso me deparei com verdades incontestáveis que só foi possível por ter ousado desafiar minhas “próprias” verdades, vejo que classificamos por vezes de forma tão negativa. Porém ela é possível trabalhar para superar sem que nos limitem outras, que talvez sejam as mais perigosas, são tão sutis e imperceptíveis que acreditamos que elas trabalham a nosso favor e, por isso, não fazemos nada para nos libertar…. nos mantêm presos em grades de onde não queremos sair porque nem sabemos que elas existem… e essas são as piores prisões.
No meio deste “retorno” pude me descobrir livre e feliz onde antes achava que não seria possível, porque minhas crenças sobre o que eu era assim ditavam em suas regras rígidas, entendi que a liberdade passa longe de qualquer coisa predeterminada que lhe impede de experimentar novos modos de se expressar.
Insistimos em ter a mania e me atrevo a dizer nos agarramos ao falso conforto ou mesmo zona de conforto onde vejo que pensamos que sabemos quem somos, como devemos agir, e outras gamas de sentimentos que de certo modo nos levam a nos congelarmos e a tentar repetir, isto nos impede de fluir com a vida, sabe que o efeito aí se faz contrário pois ficamos estagnados em nossos modos de viver, ser e acreditem sem nos darmos conta.
Enfim, se não tivesse tido está oportunidade de passar por experiências impares, ainda estaria acreditando que o “mutável é imutável”…
Mas volto com a certeza que o meio ou a chave do caminho não é trocar um modo de Ser por outro, sim estar aberta a todas as possibilidades de expressões que o presente nos oferece, mas em momento nenhum deixar que minha ou melhor nossas crenças nos impeçam de se entregar por inteiro no novo/antigo que chega a cada dia.
Meus queridos sempre que permitirmos a “Vida” consegue nos surpreender basta darmos espaço para “ela” entrar.
Asè.

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