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O que é ser humano?

“Uma vez me perguntaram o que era ser humano e, sinceramente, não soube responder. As palavras pareciam distantes demais e as respostas não surgiam na minha mente, por mais que eu me esforçasse para isso. Disfarcei minha falta de conhecimentos com um ligeiro sorriso, mas a pergunta daquele rapaz me fez refletir. Alguns dizem que o humano é o mais sábio de todos os seres, aquele que é capaz de amar profundamente e fazer o bem ao próximo. Mas será isso mesmo? Não discordo da ideia de que somos os únicos seres racionais existentes, porém, assim como amamos, também odiamos, desejamos o mal e matamos. Não somos puros, jamais fomos. Distribuímos o ódio pelo mundo e causamos polêmica, e mesmo assim, ainda somos capazes de denominar animais, que agem por instinto, de selvagens. Agimos sem pensar, e quando pensamos, não agimos. Temos uma formação complexa e consequentemente complicada e nada perfeitinha. Fisicamente, somos meramente a junção de micropartículas a milhares de células, reunidas em três partes essenciais: cabeça, tronco e membros. Somos, na maioria dos casos, bem distintos em relação a cor dos olhos, formato do nariz, espessura dos lábios e demais partes, no entanto, o que mais nos diferencia um dos outros é o DNA, que nos torna únicos. Psicologicamente, não podemos ser descritos, e se formos, não será exato, já que a cada segundo, podemos mudar de opinião, pensamentos, vontades e sentimentos. Ao contrário dos sapos, não passamos por metamorfose, mas estamos sempre evoluindo de vários modos. Em relação a nosso pretérito, são desconhecidas nossas verdadeiras origens, todavia, as teorias de que nossos descendentes eram macacos, de que éramos células mutantes desenvolvidas e de que fomos originados através de Eva e Adão são as mais aceitas e, contudo, criticadas. Cada um de nós tem um jeito de ser ou uma mínima característica que nos torna únicos e parte de um globo tão complexo que possuímos arquivado no cérebro. Acima de tudo, mesmo diante de tanta maldade, somos seres humanos, nos comovemos com a tristeza e alguns de nós ainda visam ajudar os demais.

Talvez um dia a ciência descubra uma maneira que possa nos mostrar exatamente o que somos e o que já fomos, mas enquanto isso, teremos, no interior, uma essência indescritível, a essência de ser humano”.

Texto de autoria de Clara Prado.

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