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Saluba Nanã!!!

Eu sou tão velha quanto a terra
Fui mulher do senhor Funfun
Dei a luz ao uma criança doente e ferida mas que se tornou o mais belo orixá, Obaluaye
Pari um bebê lindo e encantador mas sem cor, uma cobra ele se tornou e o Arco-íris virou, Oxumare.
A luz eu dei a uma menina tão pura e inocente, linda caçadora e cobra se transforma, Ewa.
Um rapaz quieto e misterioso eu coloquei no mundo, com o dom de dominar as folhas e seus segredos, Ossanhe.
Quando saiu de meu ventre eu sentir que ela teria o dom de amar verdadeiramente e ela foi capaz até de se mutilar por um amor mas guerreira e caçadora se tornou e a própria sociedade criou, Oba.
Ela pulo de meu ventre, desde bebe era um furacão e seu choro mexia com os ventos e raios caiam do céu, hora borboleta e hora búfalo, minha menina travessa e tão bela, Oya
Minha família se chama Ji.
A família da terra
Somos os Carijebes
Somos a palha
Somos a humildade
Somos o pé no chão
Somos o próprio chão
Somos a terra viva
E eu? Quem sou?
Sou lama
Sou água parada
Sou vida e morte
Me chamam de ranzinza
Talvez seja
Mas sou mãe que cura o filho que pede amparo
Moro no lodo
Vivo no barro
Não faço uso de nenhum metal
Só utilizo o Ibiri
Onde guardo o segredo da morte
Meu nome é Nanã
A mãe dos seres humanos
Dei e dou a matéria mas a pego de volta quando chega a hora
Salubá Nanã!

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