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jun
29

Colhendo saberes: Ìrókò

Ìrókò = Ìrókò / Gameleira branca

Reino Plantae Divisão, Magnoliophyta Classe Magnoliopsida, Ordem Rosales, Família Moraceae, Gênero Chlorophora, Espécie excelsa. Nome Científico: Milicia excelsa.

Gameleira branca

Reino Plantae, Divisão Magnoliophyta, Classe Magnoliopsida, Ordem Rosales, Família Moraceae, Gênero Ficus, Espécie gomelleira. Nome Científico: Ficus gomelleira.

Na África o Òrìsà (Orixá) Ìrókò faz morada na árvore de mesmo nome, que cientificamente é chamada de Milicia excelsa, anteriormente classificada como Chlorophora excelsa.

Como a espécie não foi trazida para o Brasil, o Òrìsà (Orixá) Ìrókò passou a ser cultuado na árvore de mesma família conhecida como Gameleira branca (Ficus gomelleira).

Òrìsà Ìrókò na nação kétu, corresponde ao vodun Lóko na nação jeje e ao nkise Tempo na nação Angola.

De estrutura grandiosa, a árvore vive mais de duzentos anos e em solo africano é carregada de mistérios bem como nos cultos afro-brasileiros, ligada a longevidade e a durabilidade das coisas.

Segundo a cultura Yorùbá, Ìrókò é uma das sete àwon igi (árvores) pilares do mundo. É o ancestral da humanidade do Reino Vegetal.

Conta um ìtàn do odu Ejónílé descrito no livro O que as Folhas Cantam de autoria de Mãe Stella de Òsóòsí e de Graziela Domini, que “dois homens de nomes Akile e Akole começaram uma briga que terminou por envolver a todos, inclusive os Òrìsà (Orixás). Èsù se meteu na confusão soprando um pó misturado com terra que aumentou ainda mais a agitação, pois causou uma grande tempestade. Essa tempestade ficou sendo chamada de Adarun, o toque de guerra que atrai os Òrìsà (Orixás). Akile e Akole foram mortos pela tempestade e todos os Òrìsà (Orixás) foram arrasados, inclusive os fun fun. Só a árvore Ìrókò, que tinha sido plantada pelos Òrìsà fun fun, e por isto veste-se de branco e come milho branco, não ficou arrasada. Foi ela quem ajudou Òsàlá (Oxalá) quando ele foi pedir socorro a Olorun. A Divindade Suprema tirou um galho de Ìrókò e fez o cajado para Òsàlá voltar ao Àiyé, garantindo-lhe que os problemas já estavam resolvidos por lá. A árvore Ìrókò passou a ser Igi Olórun, árvore cujas raízes descem do Òrun. A árvore Ìrókò ganhou status de Òrìsà, pertencente a família funfun.

Cercado de mistérios, Ìrókò também é morada das Ìyámi, dos espíritos Àbiku e de Egungun.

Assim cantamos para Ìrókò:

“Ero Ìrókò ki silè

Ero Ìrókò ìsò ero

A essência deve fixar-se

Saudamos Ìrókò para que Ele fixe à essência, os pensamentos, as ideias e os projetos.”

Na imagem (Fotografia de Ronny Nascimento), podemos observar nossa Ìyálòrìsà Lúcia de Omidewá junto ao primeiro exemplar, vindo da Nigéria e plantado em nosso Ilé Àse no ano de 2015 através do plantio de muda.

Material produzido a partir do projeto “Flora Omidewá – Colhendo saberes”, sob Coordenação Geral de Lúcia de Omidewá, Direção de Produção de Sidney Ruffino e Consultoria Técnica de Juliane Alves.

Fonte Bibliográfica: SANTOS, Maria Stella de Azevedo. Graziela Domini Peixoto. O que as folhas cantam (para quem canta folhas). Brasília: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa (INCTI), 2014.

1 comentário

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  1. Sidney Ruffino disse:

    Grandes ensinamentos Iya Lúcia de Omidewa tem transmitido a sombra deste Iroko, que Oxum continue nos abençoando com essas dádivas.

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