Itan sobre o Obi

Olodunmare chama os homens para retornarem ao seu lar, porém nem mesmo a morte é capaz de apagar as lembranças os feitos de grandes homens. Obi é um elemento muito importante no culto de Vodun, Orisa e Nkise. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu. É um alimento básico, e toda vez que é oferecido, o seu consumo é sempre precedido por preces. Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada. Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação. Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo. Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar. Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar. Após isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão. Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar. Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos. Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo. Aiye pegou-as e as levou para Olodunmare ,e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse. Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim. No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas. Foram então até Olodunmare para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível. Quando ninguém sabia o que fazer, Elenini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas. Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela. Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias. Depois, ela começou a comer as nozes cruas. Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas. Após isso, ela levou as frutas para Olodunmare e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo. Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu descodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces. Olodunmare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.

Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olodunmare e tinha duas peças. Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente. A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz de cola. A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava presente na cerimônia. A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla. A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas. A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.

Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.

O que é ser humano?

“Uma vez me perguntaram o que era ser humano e, sinceramente, não soube responder. As palavras pareciam distantes demais e as respostas não surgiam na minha mente, por mais que eu me esforçasse para isso. Disfarcei minha falta de conhecimentos com um ligeiro sorriso, mas a pergunta daquele rapaz me fez refletir. Alguns dizem que o humano é o mais sábio de todos os seres, aquele que é capaz de amar profundamente e fazer o bem ao próximo. Mas será isso mesmo? Não discordo da ideia de que somos os únicos seres racionais existentes, porém, assim como amamos, também odiamos, desejamos o mal e matamos. Não somos puros, jamais fomos. Distribuímos o ódio pelo mundo e causamos polêmica, e mesmo assim, ainda somos capazes de denominar animais, que agem por instinto, de selvagens. Agimos sem pensar, e quando pensamos, não agimos. Temos uma formação complexa e consequentemente complicada e nada perfeitinha. Fisicamente, somos meramente a junção de micropartículas a milhares de células, reunidas em três partes essenciais: cabeça, tronco e membros. Somos, na maioria dos casos, bem distintos em relação a cor dos olhos, formato do nariz, espessura dos lábios e demais partes, no entanto, o que mais nos diferencia um dos outros é o DNA, que nos torna únicos. Psicologicamente, não podemos ser descritos, e se formos, não será exato, já que a cada segundo, podemos mudar de opinião, pensamentos, vontades e sentimentos. Ao contrário dos sapos, não passamos por metamorfose, mas estamos sempre evoluindo de vários modos. Em relação a nosso pretérito, são desconhecidas nossas verdadeiras origens, todavia, as teorias de que nossos descendentes eram macacos, de que éramos células mutantes desenvolvidas e de que fomos originados através de Eva e Adão são as mais aceitas e, contudo, criticadas. Cada um de nós tem um jeito de ser ou uma mínima característica que nos torna únicos e parte de um globo tão complexo que possuímos arquivado no cérebro. Acima de tudo, mesmo diante de tanta maldade, somos seres humanos, nos comovemos com a tristeza e alguns de nós ainda visam ajudar os demais.

Talvez um dia a ciência descubra uma maneira que possa nos mostrar exatamente o que somos e o que já fomos, mas enquanto isso, teremos, no interior, uma essência indescritível, a essência de ser humano”.

Texto de autoria de Clara Prado.

Osaniyn

Segundo alguns pesquisadores a etmologia do nome Osaniyn é Osan = luz divina = iyn = glorificada.
Osaniyn é um orixá das matas. Comanda as árvores e as folhas da floresta, conhecendo os segredos que elas envolvem. É cultuado em Ìráwò, na Nigéria e no antigo Dahomey. Contribui para a evolução, apresentando aos homens a medicina natural das folhas e das plantas agrestes.
Osaniyn tem consigo o poder da força sagrada que envolve a natureza e seus elementais. Em suas atribuições, é apresentado ao lado de Aroni, um turbilhão de vento, representado por um anãozinho que, no ocultismo, seria conceituado como um gnomo. O primeiro, tem o aspecto de um duende, com um gorro vermelho enfeitado com búzios na cabeça, fuma cachimbo de barro e anda com uma perna só. No Brasil, assemelha-se ao mito do Saci-Pererê. O segundo tem uma perna só e o olho coberto por uma folha. Filho de Nanã, irmão de Obaluaie, Oxumarê, Iyewa e Iroko.
Faz parte do grupo de orixás que são representações das energias das matas e das folhas juntamente com Ároni, Aaja, Ode, Iroko, Oko entre outros.
Na Nigéria, é considerado orixá de segundo plano e não incorpora, como acontece no Brasil. Lá, ainda, há certos baba’láwo que o assentam, e apenas eles escutam sua fala e são detentores dos seus segredos.
Segundo os Lukumi que partilham profundamente a cultura yorubana em Cuba, Osaniyn não teve pai nem mãe. Nasceu da terra, como as plantas, sendo consagrado, por esse motivo como o senhor dos vegetais.
Proveniente dos Ijexá, tornou-se benfeitor e protetor da humanidade, dado o seu caráter de curador através da energia das plantas medicinais. É também entidade reverenciada quando se recebe o poder de Ifá. Há localidades na África onde a colheita das frutas e das folhas é feita por oito crianças vestidas com folhas.
Osaniyn tem um papel muito importante nas roças de candomblé, pois sem o axe das folhas nada se pode ser feito. A sua força reside no conhecimento do papel executado por cada vegetal. Sabe-se da existência de folhas que curam e das que matam, das que provocam Lorogún (brigas) e as que trazem prosperidade. Seu pássaro está presente em todos os lugares, é o mensageiro dos homens aos deuses, e destes aos homens.
Ainda, sobre o culto das árvores e folhas, suas virtudes são ativas na madrugada. Estas devem ser cortadas, após se presentear Osaniyn, antes do sol nascer, ou antes que ele se ponha. Á noite, elas adormecem, e suas virtudes estão, com elas, dormindo. Existem folhas que devem permanecer por uma noite ao pé de sua árvore. Caso contrário, não surtirão o efeito desejado.
Ilú ajé ô ewé ewé!
O culto a Osaniyn é tão importante, que os africanos a ele reservam um cargo: o Baba’losáyin, que é o conhecedor das leis da natureza com relação aos vegetais e suas virtudes curativas, as folhas caracterizam os orixás e seu papel nas cerimônias, dos ofó e oriki de apresentação das mesmas. Seus rituais são secretos e não têm apresentação ao público, num culto que reúne as árvores da floresta. As plantas cultivadas não fazem parte dos mesmos.
Sua feição com as Iya Mi é simbolizada pelo pássaro Eye (Atioro: Eye mora na cabaça – Igbà Osaniyn – que Osaniyn conduz e fala quando lhe é inquirido, trazendo as respostas das entidades), que em seu assentamento, caracteriza sua ligação também com os Oxô, feiticeiro do sexo masculino (o que caracteriza a sociedade dos Oxo, é que eles são iniciados a partir de outro, mais antigo, enquanto na sociedade das Gèlédé, feminina, os ensinamentos são transmitidos por hereditariedade, de mãe para filha).
Orixá das folhas, cascas e raízes. Nenhuma cerimônia do candomblé pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor da força doaxé indispensável para todos os orixás. Diz um itán (mito) que Agé teria sido comprado como escravo por Orunmilá, que ordenou que fosse arar o campo para o plantio. Quando chegou ao local, Osaniyn recusou-se a cortar as ervas daquele campo, pois elas eram úteis para curar febres, cólicas e dores diversas. Sabendo disso, Orunmilá não se irritou, ao contrário, decidiu que Osaniyn estaria sempre ao seu lado para explicar-lhe as virtudes de cada planta. Suas cores são verde e branco.
As pessoas de Age são equilibradas, capazes de controlar sem forças seus impulsos emocionais.
O tipo Osànyín, tem saúde delicada, que exige atenção e cuidados gerais. Possui um temperamento secreto, imprevisível, é sonhador, e relapso, desligado. Porém, são dados ao estudo, à reflexão, podem tornar-se cientistas, pesquisadores, médicos. São generosos, afetuosos, muito tolerantes, mas fazem questão de preservar a sua liberdade. Gostam de animais, com os quais dão a impressão de saber conversar, e de plantas, que conhecem a fundo e tratam com carinho. São despojados, sem ambição, completamente desprendidos de interesses materiais.

FONTE: Tradições do Candomblé

Itàn sobre Otim

Orixá da caça, filha de Erinlé. Alguns dizem ser esposa de Oxóssi (ou, ainda, irmã), e que o acompanha pelas matas, caçando. Defende tanto o caçador, quanto a caça. No Batuque, é cultuado como Orixá feminino. No candomblé (Nação Ketu e Nagô) existem dois Orixás, (qualidades de Orixás) Odé Inlé e Oxum Otin – caçadora, arisca, que dizem não incorporar. Algumas fontes trazem a informação de que Otim foi criada pela imaginação de Odé, pois era muito sozinho. Ele imaginou tanto e com tanta vontade uma companheira, que Otim apareceu para ele, sendo o único Orixá que não esteve viva na Terra. A função de Otim é levar água para os Orixás. Aparentemente, Otim (Orixá) é um Orixá feminino, ligada a Oxóssi, Ossain, Oxum, Yemanjá, Ogum, dentre outros. Orixá da caça, das presas,da floresta,aparentemente também tem domínio sobre as águas. É representada carregando uma jarra na cabeça,pois é ligada também a agricultura. Odé Otin,qualidade de Oxóssi – Um Oxossi azul, usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça mas tem como preferência o búfalo.

Otim esconde que nasceu com 4 seios” Oquê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otim. O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Oquê, este era o segredo de Otim. Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado. Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela. Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém. O caçador concordou, e impos também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abalhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó.


Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas. Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim. Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador. Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: “Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?” A novidade espalhou-se pela cidade como fogo. Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos. Otim, fugiu de casa e deixou a cidade do marido. Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai. O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade. Em desespero, Otim fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformu-se num rio, e o rio correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha. Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim para o mar. Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso. Oquê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã. Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.

Fonte: “Mitologia dos Orixás” – Reginaldo Prandi

Ler também Wikipedia

Conversa de Axé: Itàn sobre Exú

02 de Maio – Viva Iyá Stella de Osòssi

Oxossi é aquele que está à frente em minhas caminhadas e tem sob seus olhos, ao mesmo tempo, os pés onde piso, meu lado esquerdo e meu lado direito, a minha retaguarda, e me cobre com seu manto protetor; aquele que me aconselha através ventos que sopram e da lua que ascende ao céu; nada escapa ao seu olhar, nem a velocidade do pensamento.

Oxossi com seu amor infinito e profundo de Pai, coloca minha vida na clareira existente em seu imenso coração de amor, onde só Ele conhece o caminho, onde ninguém pode me atingir: nem com palavras, nem com pensamentos, nem com obras.

Oxossi mantém vigilante proteção sob minha vida, de meus familiares, parentes, amigos, e a de todos que me amam ou vivem em meu amor.
Nada lhe escapa, nada dele se esconde, seja na terra onde seus pés conhecem cada pedaço, seja no fundo dos mares e oceanos, onde conta com Olokum, seu pai, e sua mãe, Iemanjá.

Nunca deixa faltar nada em minha mesa ou em minha vida: nem comida e alegria, nem cura e coragem, nem paz e amor.

Oxossi é aquele que ama seus filhos e luta por eles suas guerras; quando penso em pegar em armas sua flecha já cortou o céu e atravessou o coração do inimigo que ia se alimentar de minha dor.

Oxossi é Pai-Amor, é todo amor para com seus filhos: sou o menor dos pequeninos mas, por ser seu filho sou rei, ele me quer rei, me faz rei, e cuida de meu reino contra a inveja, a maldade, as pragas e as tempestades.

Porque 02 Maio também é Dia de Osòssi… Aku dun oni o Iya nla Stella Odekaiode

“ORÍKÍ

Òsóòwósì…
Awo òde ìjà pìtìpà Omo ìyá
Ògún Oníré Òsóòsì gbá mi´o
Orìsa a nà má yà Ode tí nje ko orì eran
Eléwà òsòòsò Orìsà tí ngbélé imò
gbé ilé ewé A bi àwo lóló.
Òsóòsì kí nwo igbó kí igbó má mì tìtì
Ofà ní mógàfí ìbon O ta ofà sí iná
Iná kú pirá
O tá ofà sí inà
iná kú pirá
O tá ofà sí Òorun,
òorún rè wèsè
Ogbàgbà tí ngbá omo rè.
oní Mànrìwò pákó
Ode bàbá ò! Ode ojú ogun,
o fí ofà kan soso pa igbá ènìyàn
O dé nú igbó, o fí ofà kan soso pá igbá erankó
A wo eran pá sí ojúbo Ògùn lákayé,
má wo mí pá ó
Má sí fì ofà owo rè dá mí lóró.
Ode ò ! Ode ò!
Òsóòsì ní nbá ode inú igbó jà
wípé kí ode igbó rè
Òsóòsì aloró tí nbá oba ségun
o bá Ajé jà, o ségun
Òsóòwósì ò ! Má bà mí jà o!
Ogun ní o bá mí se o
Bí o bá nbò láti oko
Kí o rè ìréré ìdí rè
Má gbágbé mí o ,
Ode ò ! bàbá mi kí ngbàgbé omo”

Tapete de Oxalá (Boldo)

BOLDO SETE-DORES

Nome Científico: Plectranthus barbatus Andrews

Família botânica: Lamiaceae (Labiatae)
Sinonímias: Coleus barbatus (Andr.) Benth.
Nomes populares: boldo, boldo-de-jardim, boldo-africano, boldo-silvestre, boldo-nacional, falso-boldo, boldo-do-reino, malva-santa, malva-amarga, sete-sangrias, sete-dores, folha-de-oxalá, tapete-de-oxalá.
Origem ou Habitat: É originária da Índia (LORENZI; MATOS, 2008).
Características botânicas: é um arbusto perene, pubescente, com aproximadamente 1,5m de altura. Caule amarelo-acinzentado bastante rugoso, pouco ramificado, com ramos quadrangulares. Folhas com 4 – 8 cm de comprimento, 2,5 – 6 cm de largura, simples, opostas, ovado-oblongas, com margem dentada, verde-claro na página superior e verde-pardacento na inferior. Flores azul-violáceas , com até 2 cm de comprimento.
Habitat: Planta brasileira presente em quase todas as regiões do país – em jardins, hortas, terrenos baldios e cultivados.
História: Faz parte da medicina popular, com as mesmas utilizações do Boldo-do-chile.
Plantio :
  • Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas) e sementes; reprodução por ramos da planta-mãe ou divisão de raízes. Muito rústica, sobrevive à seca, mas prefere solos úmidos, férteis e semi-sombreados.
  • Cultivo: Existem 4 espécies de boldos. O boldo comum, o boldo europeu e o boldo Vernônia, que se adaptam em solos secos e em qualquer clima, o boldo do Chile não. É melhor cultivá-los, plantado-os em covas com bastante matéria orgânica. O boldo comum necessita de 1 metro de espaçamento entre plantas, a Vernônia necessita de pelo menos 2 metros e o boldo europeu 0,5m. Respondem bem quando irrigados;
Colheita: Colhem-se as folhas o ano todo.
Partes usadas: folhas
Propriedades medicinais: O boldo pode ser usado contra azia, dispepsias, mal-estar-gástrico, no controle da gastrite, na ressaca e como amargo estimulante da digestão e do apetite. Tem efeito hipo-secretor gástrico, ou seja, diminui o volume do suco gástrico e sua acidez. Mas ainda não se sabe qual seria o componente químico responsável pelo sabor amargo tão característico das folhas, que surpreendentemente não está presente nos talos.
Indicações: Diarreia (extrato cru das folhas é antiviral), fadiga do fígado, distúrbios intestinais, hepatite, cólica e congestão do fígado, obstipação, inapetência, cálculos biliares, debilidade orgânica, insônia, ressaca alcoólica.
Uso popular: O chá preparado por infusão ou maceração a frio é empregado na má digestão e azia e mal-estar gástrico em geral, bem como em desordens hepáticas. Usa-se mascar as folhas engolindo o sumo lentamente para tratamentos de azia.
Também emprega-se a planta externamente no combate de piolhos.
USO RITUALÍSTICO
BOLDO – Também conhecida como tapete de Oxalá, suas características principais são a folha aveludada e o odor bem acentuado. É erva primordial em todas as obrigações rituais, vibrando na irradiação de Oxalá. É erva destinada a banhos de defesa, purificação, energização e lustral.

Religiões africanas nos espaços públicos

Lideranças religiosas acompanharam Mãe Lúcia Omidewá na reunião com o secretário-adjunto | Fotos: Dalmo Oliveira

Uma reunião ocorrida na manhã da última quarta-feira, 08, na Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM) da Prefeitura de João Pessoa, reiniciou uma discussão que vem se arrastando há alguns anos: a criação de um espaço público para realização de algumas ritualísticas das religiões de matriz africana na capital paraibana. O secretário-adjunto, Sargento Dênis, recebeu sugestões de algumas lideranças, a exemplo de Mãe Lúcia Omidewá, Mãe Mércia de Oxum, Pai Beto Juremeiro, Mãe Lúcia Omidewín e Mãe Acorodã, que defenderam uma série de ações relacionadas ao tema. Segundo a ialorixá Omidewá, um projeto de utilização de parte do Parque Cuiá vem sendo discutido com a prefeitura há quase dez anos, mas pouca coisa avançou.

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Exposição Fotográfica

O referido projeto desenvolvido pelo Centro de Cultura Afro-Brasileira Ilê Axé Opô Omidewá levou à Nigéria a Mestra Griot Lúcia Oliveira juntamente com a Professora Doutora Marília de Franceschi Neto Domingos (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira). As duas pesquisadoras desenvolveram diversas excursões exploratórias em centros de cultura espalhados pela Nigéria. A exposição “Quando a cultura afro-brasileira se encontra com a África através do olhar de uma Iyalorixá: Festival Anual de Oxum” apresenta parte do registro fotográfico que as supracitadas pesquisadoras realizaram no mês de agosto de 2014 em visita à Nigéria, terra dos ancestrais africanos e lugar de onde é originário o Culto aos Orixás, difundido no Brasil através das religiões de matrizes africanas, notadamente o candomblé de origem Iorubá.

As imagens retratam a floresta de Oxum, na cidade de Osogbó e o festival anual dedicado a esse Orixá; a emoção das descobertas; as diferenças e semelhanças no culto praticado em África e no Brasil; o encantamento com as águas do rio Oxum; o (re) encontro com a tradição mística Iorubá e a descoberta das formas diferenciadas de reverenciar e de vivenciar a religião ancestral, o papel ocupado pelas mulheres no culto aos orixás são alguns dos momentos que marcaram o olhar das fotógrafas. Drª. Marília assinala: “Apesar de difíceis de registrar na sua plenitude, deixaram lembranças na alma, inesquecíveis”.

A exposição apresenta uma parcela dessas lembranças e do olhar feminino que as câmeras fotográficas dessas pesquisadoras registraram.

Benção Inter-religiosa na Assembléia Legislativa

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, conduziu a reabertura das atividades parlamentares, em 2015, na manhã da terça-feira, dia 24 de fevereiro. A solenidade foi iniciada por uma benção inter-religiosa que antecedeu o retorno dos trabalhos legislativos na 1ª sessão legislativa da 18ª Legislatura.

Após as bênçãos da solenidade de abertura que foram coordenadas pelo padre Waldemir Santana, o pastor Brasimar Henrique Xavier, Marco Lima representando a religião espírita e mãe Lúcia de Omidewá, representando as religiões de matriz africana, os parlamentares  seguiram atentos à 1ª sessão legislativa da 18ª Legislatura da ALPB que teve como primeiro discurso o do deputado Ricardo Barbosa (PSB).

 FONTE: Assembléia Legislativa 

 

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