O que é ser humano?

“Uma vez me perguntaram o que era ser humano e, sinceramente, não soube responder. As palavras pareciam distantes demais e as respostas não surgiam na minha mente, por mais que eu me esforçasse para isso. Disfarcei minha falta de conhecimentos com um ligeiro sorriso, mas a pergunta daquele rapaz me fez refletir. Alguns dizem que o humano é o mais sábio de todos os seres, aquele que é capaz de amar profundamente e fazer o bem ao próximo. Mas será isso mesmo? Não discordo da ideia de que somos os únicos seres racionais existentes, porém, assim como amamos, também odiamos, desejamos o mal e matamos. Não somos puros, jamais fomos. Distribuímos o ódio pelo mundo e causamos polêmica, e mesmo assim, ainda somos capazes de denominar animais, que agem por instinto, de selvagens. Agimos sem pensar, e quando pensamos, não agimos. Temos uma formação complexa e consequentemente complicada e nada perfeitinha. Fisicamente, somos meramente a junção de micropartículas a milhares de células, reunidas em três partes essenciais: cabeça, tronco e membros. Somos, na maioria dos casos, bem distintos em relação a cor dos olhos, formato do nariz, espessura dos lábios e demais partes, no entanto, o que mais nos diferencia um dos outros é o DNA, que nos torna únicos. Psicologicamente, não podemos ser descritos, e se formos, não será exato, já que a cada segundo, podemos mudar de opinião, pensamentos, vontades e sentimentos. Ao contrário dos sapos, não passamos por metamorfose, mas estamos sempre evoluindo de vários modos. Em relação a nosso pretérito, são desconhecidas nossas verdadeiras origens, todavia, as teorias de que nossos descendentes eram macacos, de que éramos células mutantes desenvolvidas e de que fomos originados através de Eva e Adão são as mais aceitas e, contudo, criticadas. Cada um de nós tem um jeito de ser ou uma mínima característica que nos torna únicos e parte de um globo tão complexo que possuímos arquivado no cérebro. Acima de tudo, mesmo diante de tanta maldade, somos seres humanos, nos comovemos com a tristeza e alguns de nós ainda visam ajudar os demais.

Talvez um dia a ciência descubra uma maneira que possa nos mostrar exatamente o que somos e o que já fomos, mas enquanto isso, teremos, no interior, uma essência indescritível, a essência de ser humano”.

Texto de autoria de Clara Prado.

Osaniyn

Segundo alguns pesquisadores a etmologia do nome Osaniyn é Osan = luz divina = iyn = glorificada.
Osaniyn é um orixá das matas. Comanda as árvores e as folhas da floresta, conhecendo os segredos que elas envolvem. É cultuado em Ìráwò, na Nigéria e no antigo Dahomey. Contribui para a evolução, apresentando aos homens a medicina natural das folhas e das plantas agrestes.
Osaniyn tem consigo o poder da força sagrada que envolve a natureza e seus elementais. Em suas atribuições, é apresentado ao lado de Aroni, um turbilhão de vento, representado por um anãozinho que, no ocultismo, seria conceituado como um gnomo. O primeiro, tem o aspecto de um duende, com um gorro vermelho enfeitado com búzios na cabeça, fuma cachimbo de barro e anda com uma perna só. No Brasil, assemelha-se ao mito do Saci-Pererê. O segundo tem uma perna só e o olho coberto por uma folha. Filho de Nanã, irmão de Obaluaie, Oxumarê, Iyewa e Iroko.
Faz parte do grupo de orixás que são representações das energias das matas e das folhas juntamente com Ároni, Aaja, Ode, Iroko, Oko entre outros.
Na Nigéria, é considerado orixá de segundo plano e não incorpora, como acontece no Brasil. Lá, ainda, há certos baba’láwo que o assentam, e apenas eles escutam sua fala e são detentores dos seus segredos.
Segundo os Lukumi que partilham profundamente a cultura yorubana em Cuba, Osaniyn não teve pai nem mãe. Nasceu da terra, como as plantas, sendo consagrado, por esse motivo como o senhor dos vegetais.
Proveniente dos Ijexá, tornou-se benfeitor e protetor da humanidade, dado o seu caráter de curador através da energia das plantas medicinais. É também entidade reverenciada quando se recebe o poder de Ifá. Há localidades na África onde a colheita das frutas e das folhas é feita por oito crianças vestidas com folhas.
Osaniyn tem um papel muito importante nas roças de candomblé, pois sem o axe das folhas nada se pode ser feito. A sua força reside no conhecimento do papel executado por cada vegetal. Sabe-se da existência de folhas que curam e das que matam, das que provocam Lorogún (brigas) e as que trazem prosperidade. Seu pássaro está presente em todos os lugares, é o mensageiro dos homens aos deuses, e destes aos homens.
Ainda, sobre o culto das árvores e folhas, suas virtudes são ativas na madrugada. Estas devem ser cortadas, após se presentear Osaniyn, antes do sol nascer, ou antes que ele se ponha. Á noite, elas adormecem, e suas virtudes estão, com elas, dormindo. Existem folhas que devem permanecer por uma noite ao pé de sua árvore. Caso contrário, não surtirão o efeito desejado.
Ilú ajé ô ewé ewé!
O culto a Osaniyn é tão importante, que os africanos a ele reservam um cargo: o Baba’losáyin, que é o conhecedor das leis da natureza com relação aos vegetais e suas virtudes curativas, as folhas caracterizam os orixás e seu papel nas cerimônias, dos ofó e oriki de apresentação das mesmas. Seus rituais são secretos e não têm apresentação ao público, num culto que reúne as árvores da floresta. As plantas cultivadas não fazem parte dos mesmos.
Sua feição com as Iya Mi é simbolizada pelo pássaro Eye (Atioro: Eye mora na cabaça – Igbà Osaniyn – que Osaniyn conduz e fala quando lhe é inquirido, trazendo as respostas das entidades), que em seu assentamento, caracteriza sua ligação também com os Oxô, feiticeiro do sexo masculino (o que caracteriza a sociedade dos Oxo, é que eles são iniciados a partir de outro, mais antigo, enquanto na sociedade das Gèlédé, feminina, os ensinamentos são transmitidos por hereditariedade, de mãe para filha).
Orixá das folhas, cascas e raízes. Nenhuma cerimônia do candomblé pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor da força doaxé indispensável para todos os orixás. Diz um itán (mito) que Agé teria sido comprado como escravo por Orunmilá, que ordenou que fosse arar o campo para o plantio. Quando chegou ao local, Osaniyn recusou-se a cortar as ervas daquele campo, pois elas eram úteis para curar febres, cólicas e dores diversas. Sabendo disso, Orunmilá não se irritou, ao contrário, decidiu que Osaniyn estaria sempre ao seu lado para explicar-lhe as virtudes de cada planta. Suas cores são verde e branco.
As pessoas de Age são equilibradas, capazes de controlar sem forças seus impulsos emocionais.
O tipo Osànyín, tem saúde delicada, que exige atenção e cuidados gerais. Possui um temperamento secreto, imprevisível, é sonhador, e relapso, desligado. Porém, são dados ao estudo, à reflexão, podem tornar-se cientistas, pesquisadores, médicos. São generosos, afetuosos, muito tolerantes, mas fazem questão de preservar a sua liberdade. Gostam de animais, com os quais dão a impressão de saber conversar, e de plantas, que conhecem a fundo e tratam com carinho. São despojados, sem ambição, completamente desprendidos de interesses materiais.

FONTE: Tradições do Candomblé

Itàn sobre Otim

Orixá da caça, filha de Erinlé. Alguns dizem ser esposa de Oxóssi (ou, ainda, irmã), e que o acompanha pelas matas, caçando. Defende tanto o caçador, quanto a caça. No Batuque, é cultuado como Orixá feminino. No candomblé (Nação Ketu e Nagô) existem dois Orixás, (qualidades de Orixás) Odé Inlé e Oxum Otin – caçadora, arisca, que dizem não incorporar. Algumas fontes trazem a informação de que Otim foi criada pela imaginação de Odé, pois era muito sozinho. Ele imaginou tanto e com tanta vontade uma companheira, que Otim apareceu para ele, sendo o único Orixá que não esteve viva na Terra. A função de Otim é levar água para os Orixás. Aparentemente, Otim (Orixá) é um Orixá feminino, ligada a Oxóssi, Ossain, Oxum, Yemanjá, Ogum, dentre outros. Orixá da caça, das presas,da floresta,aparentemente também tem domínio sobre as águas. É representada carregando uma jarra na cabeça,pois é ligada também a agricultura. Odé Otin,qualidade de Oxóssi – Um Oxossi azul, usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça mas tem como preferência o búfalo.

Otim esconde que nasceu com 4 seios” Oquê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otim. O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Oquê, este era o segredo de Otim. Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado. Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela. Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém. O caçador concordou, e impos também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abalhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó.


Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas. Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim. Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador. Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: “Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?” A novidade espalhou-se pela cidade como fogo. Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos. Otim, fugiu de casa e deixou a cidade do marido. Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai. O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade. Em desespero, Otim fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformu-se num rio, e o rio correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha. Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim para o mar. Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso. Oquê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã. Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.

Fonte: “Mitologia dos Orixás” – Reginaldo Prandi

Ler também Wikipedia

Conversa de Axé: Itàn sobre Exú

02 de Maio – Viva Iyá Stella de Osòssi

Oxossi é aquele que está à frente em minhas caminhadas e tem sob seus olhos, ao mesmo tempo, os pés onde piso, meu lado esquerdo e meu lado direito, a minha retaguarda, e me cobre com seu manto protetor; aquele que me aconselha através ventos que sopram e da lua que ascende ao céu; nada escapa ao seu olhar, nem a velocidade do pensamento.

Oxossi com seu amor infinito e profundo de Pai, coloca minha vida na clareira existente em seu imenso coração de amor, onde só Ele conhece o caminho, onde ninguém pode me atingir: nem com palavras, nem com pensamentos, nem com obras.

Oxossi mantém vigilante proteção sob minha vida, de meus familiares, parentes, amigos, e a de todos que me amam ou vivem em meu amor.
Nada lhe escapa, nada dele se esconde, seja na terra onde seus pés conhecem cada pedaço, seja no fundo dos mares e oceanos, onde conta com Olokum, seu pai, e sua mãe, Iemanjá.

Nunca deixa faltar nada em minha mesa ou em minha vida: nem comida e alegria, nem cura e coragem, nem paz e amor.

Oxossi é aquele que ama seus filhos e luta por eles suas guerras; quando penso em pegar em armas sua flecha já cortou o céu e atravessou o coração do inimigo que ia se alimentar de minha dor.

Oxossi é Pai-Amor, é todo amor para com seus filhos: sou o menor dos pequeninos mas, por ser seu filho sou rei, ele me quer rei, me faz rei, e cuida de meu reino contra a inveja, a maldade, as pragas e as tempestades.

Porque 02 Maio também é Dia de Osòssi… Aku dun oni o Iya nla Stella Odekaiode

“ORÍKÍ

Òsóòwósì…
Awo òde ìjà pìtìpà Omo ìyá
Ògún Oníré Òsóòsì gbá mi´o
Orìsa a nà má yà Ode tí nje ko orì eran
Eléwà òsòòsò Orìsà tí ngbélé imò
gbé ilé ewé A bi àwo lóló.
Òsóòsì kí nwo igbó kí igbó má mì tìtì
Ofà ní mógàfí ìbon O ta ofà sí iná
Iná kú pirá
O tá ofà sí inà
iná kú pirá
O tá ofà sí Òorun,
òorún rè wèsè
Ogbàgbà tí ngbá omo rè.
oní Mànrìwò pákó
Ode bàbá ò! Ode ojú ogun,
o fí ofà kan soso pa igbá ènìyàn
O dé nú igbó, o fí ofà kan soso pá igbá erankó
A wo eran pá sí ojúbo Ògùn lákayé,
má wo mí pá ó
Má sí fì ofà owo rè dá mí lóró.
Ode ò ! Ode ò!
Òsóòsì ní nbá ode inú igbó jà
wípé kí ode igbó rè
Òsóòsì aloró tí nbá oba ségun
o bá Ajé jà, o ségun
Òsóòwósì ò ! Má bà mí jà o!
Ogun ní o bá mí se o
Bí o bá nbò láti oko
Kí o rè ìréré ìdí rè
Má gbágbé mí o ,
Ode ò ! bàbá mi kí ngbàgbé omo”

Tapete de Oxalá (Boldo)

BOLDO SETE-DORES

Nome Científico: Plectranthus barbatus Andrews

Família botânica: Lamiaceae (Labiatae)
Sinonímias: Coleus barbatus (Andr.) Benth.
Nomes populares: boldo, boldo-de-jardim, boldo-africano, boldo-silvestre, boldo-nacional, falso-boldo, boldo-do-reino, malva-santa, malva-amarga, sete-sangrias, sete-dores, folha-de-oxalá, tapete-de-oxalá.
Origem ou Habitat: É originária da Índia (LORENZI; MATOS, 2008).
Características botânicas: é um arbusto perene, pubescente, com aproximadamente 1,5m de altura. Caule amarelo-acinzentado bastante rugoso, pouco ramificado, com ramos quadrangulares. Folhas com 4 – 8 cm de comprimento, 2,5 – 6 cm de largura, simples, opostas, ovado-oblongas, com margem dentada, verde-claro na página superior e verde-pardacento na inferior. Flores azul-violáceas , com até 2 cm de comprimento.
Habitat: Planta brasileira presente em quase todas as regiões do país – em jardins, hortas, terrenos baldios e cultivados.
História: Faz parte da medicina popular, com as mesmas utilizações do Boldo-do-chile.
Plantio :
  • Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas) e sementes; reprodução por ramos da planta-mãe ou divisão de raízes. Muito rústica, sobrevive à seca, mas prefere solos úmidos, férteis e semi-sombreados.
  • Cultivo: Existem 4 espécies de boldos. O boldo comum, o boldo europeu e o boldo Vernônia, que se adaptam em solos secos e em qualquer clima, o boldo do Chile não. É melhor cultivá-los, plantado-os em covas com bastante matéria orgânica. O boldo comum necessita de 1 metro de espaçamento entre plantas, a Vernônia necessita de pelo menos 2 metros e o boldo europeu 0,5m. Respondem bem quando irrigados;
Colheita: Colhem-se as folhas o ano todo.
Partes usadas: folhas
Propriedades medicinais: O boldo pode ser usado contra azia, dispepsias, mal-estar-gástrico, no controle da gastrite, na ressaca e como amargo estimulante da digestão e do apetite. Tem efeito hipo-secretor gástrico, ou seja, diminui o volume do suco gástrico e sua acidez. Mas ainda não se sabe qual seria o componente químico responsável pelo sabor amargo tão característico das folhas, que surpreendentemente não está presente nos talos.
Indicações: Diarreia (extrato cru das folhas é antiviral), fadiga do fígado, distúrbios intestinais, hepatite, cólica e congestão do fígado, obstipação, inapetência, cálculos biliares, debilidade orgânica, insônia, ressaca alcoólica.
Uso popular: O chá preparado por infusão ou maceração a frio é empregado na má digestão e azia e mal-estar gástrico em geral, bem como em desordens hepáticas. Usa-se mascar as folhas engolindo o sumo lentamente para tratamentos de azia.
Também emprega-se a planta externamente no combate de piolhos.
USO RITUALÍSTICO
BOLDO – Também conhecida como tapete de Oxalá, suas características principais são a folha aveludada e o odor bem acentuado. É erva primordial em todas as obrigações rituais, vibrando na irradiação de Oxalá. É erva destinada a banhos de defesa, purificação, energização e lustral.

Religiões africanas nos espaços públicos

Lideranças religiosas acompanharam Mãe Lúcia Omidewá na reunião com o secretário-adjunto | Fotos: Dalmo Oliveira

Uma reunião ocorrida na manhã da última quarta-feira, 08, na Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM) da Prefeitura de João Pessoa, reiniciou uma discussão que vem se arrastando há alguns anos: a criação de um espaço público para realização de algumas ritualísticas das religiões de matriz africana na capital paraibana. O secretário-adjunto, Sargento Dênis, recebeu sugestões de algumas lideranças, a exemplo de Mãe Lúcia Omidewá, Mãe Mércia de Oxum, Pai Beto Juremeiro, Mãe Lúcia Omidewín e Mãe Acorodã, que defenderam uma série de ações relacionadas ao tema. Segundo a ialorixá Omidewá, um projeto de utilização de parte do Parque Cuiá vem sendo discutido com a prefeitura há quase dez anos, mas pouca coisa avançou.

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Exposição Fotográfica

O referido projeto desenvolvido pelo Centro de Cultura Afro-Brasileira Ilê Axé Opô Omidewá levou à Nigéria a Mestra Griot Lúcia Oliveira juntamente com a Professora Doutora Marília de Franceschi Neto Domingos (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira). As duas pesquisadoras desenvolveram diversas excursões exploratórias em centros de cultura espalhados pela Nigéria. A exposição “Quando a cultura afro-brasileira se encontra com a África através do olhar de uma Iyalorixá: Festival Anual de Oxum” apresenta parte do registro fotográfico que as supracitadas pesquisadoras realizaram no mês de agosto de 2014 em visita à Nigéria, terra dos ancestrais africanos e lugar de onde é originário o Culto aos Orixás, difundido no Brasil através das religiões de matrizes africanas, notadamente o candomblé de origem Iorubá.

As imagens retratam a floresta de Oxum, na cidade de Osogbó e o festival anual dedicado a esse Orixá; a emoção das descobertas; as diferenças e semelhanças no culto praticado em África e no Brasil; o encantamento com as águas do rio Oxum; o (re) encontro com a tradição mística Iorubá e a descoberta das formas diferenciadas de reverenciar e de vivenciar a religião ancestral, o papel ocupado pelas mulheres no culto aos orixás são alguns dos momentos que marcaram o olhar das fotógrafas. Drª. Marília assinala: “Apesar de difíceis de registrar na sua plenitude, deixaram lembranças na alma, inesquecíveis”.

A exposição apresenta uma parcela dessas lembranças e do olhar feminino que as câmeras fotográficas dessas pesquisadoras registraram.

Benção Inter-religiosa na Assembléia Legislativa

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, conduziu a reabertura das atividades parlamentares, em 2015, na manhã da terça-feira, dia 24 de fevereiro. A solenidade foi iniciada por uma benção inter-religiosa que antecedeu o retorno dos trabalhos legislativos na 1ª sessão legislativa da 18ª Legislatura.

Após as bênçãos da solenidade de abertura que foram coordenadas pelo padre Waldemir Santana, o pastor Brasimar Henrique Xavier, Marco Lima representando a religião espírita e mãe Lúcia de Omidewá, representando as religiões de matriz africana, os parlamentares  seguiram atentos à 1ª sessão legislativa da 18ª Legislatura da ALPB que teve como primeiro discurso o do deputado Ricardo Barbosa (PSB).

 FONTE: Assembléia Legislativa 

 

Falando de Axé com Iyá Lúcia Omidewá

Chamada do canal “Falando de Axé”, com Mãe Lúcia Omidewá.

Link no Youtube: Falando de Axé

 

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