{"id":1080,"date":"2013-02-16T00:02:45","date_gmt":"2013-02-16T00:02:45","guid":{"rendered":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/?p=1080"},"modified":"2014-12-08T23:53:22","modified_gmt":"2014-12-08T23:53:22","slug":"os-principes-do-destino-parte-iii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/arquivos\/1080","title":{"rendered":"OS PR\u00cdNCIPES DO DESTINO &#8211; PARTE III"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/abobora.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1082\" title=\"abobora\" src=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/abobora.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"184\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Segunda Reuni\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O\u00a0PR\u00cdNCIPE\u00a0INFELIZ E AS ABOBORAS DESPREZADAS<\/strong><\/p>\n<p>If\u00e1 morava no Orum, o C\u00e9u dos orix\u00e1s, mas os odus viviam perto do Ai\u00ea, o mundo dos humanos. Depois da primeira reuni\u00e3o na casa de If\u00e1, que havia sido t\u00e3o desastrosa, os\u00a0pr\u00edncipes\u00a0do destino seguiram o caminho para o Ai\u00ea. Todos menos Obar\u00e1, que\u00a0n\u00e3o\u00a0tinha ido, porque seus quinze\u00a0irm\u00e3os\u00a0se esqueceram de lev\u00e1-lo. Talvez o tivessem esquecido de proposito, uma\u00a0vez\u00a0que Obar\u00e1\u00a0s\u00f3\u00a0falava de coisas ruins, alem de ser pobre e\u00a0n\u00e3o\u00a0ter alegrias na vida, o que lhe valera o ep\u00edteto de\u00a0Pr\u00edncipe\u00a0Infeliz.<\/p>\n<p>Cada um levava nas costas a abobora ganha de If\u00e1. E como nenhum deles gostava de abobora, o peso do fruto\u00a0s\u00f3\u00a0lhes dava cansa\u00e7o e mau humor. estavam chegando ao seu pais e a fome apertava, mas abobora eles\u00a0n\u00e3o\u00a0iam comer, ah! Isso\u00a0n\u00e3o\u00a0\u00a0Algu\u00e9m\u00a0ent\u00e3o\u00a0se deu conta de que estavam\u00a0j\u00e1\u00a0bem perto da casa de Obar\u00e1. &#8220;Vamos comer na casa de Obar\u00e1?&#8221;,\u00a0algu\u00e9m\u00a0prop\u00f4s. &#8220;Alguma coisa melhor que abobora nosso amado\u00a0irm\u00e3o\u00a0ha de ter em sua casa, assim espero&#8221;, completou outro odu.\u00a0Sa\u00edram\u00a0todos correndo para acasa do\u00a0Pr\u00edncipe\u00a0Infeliz, levando cada um sua abobora nas costas, pois\u00a0n\u00e3o\u00a0iam largar na estrada um presente de If\u00e1, mesmo que\u00a0n\u00e3o\u00a0apreciassem nada de seu sabor.<\/p>\n<p>Foram acolhidos com grande alegria por Obar\u00e1. Obar\u00e1 nunca recebia\u00a0ningu\u00e9m, ningu\u00e9m\u00a0o visitava. Ao contrario, todos o evitavam. E de repente, sem nenhum aviso, os seus quinze\u00a0irm\u00e3os\u00a0entravam em sua casa. Que alegria, que contentamento! &#8220;Vejo que vindes de longe, estais cansado&#8221;, disse Obar\u00e1 depois de abra\u00e7ar cada um dos\u00a0irm\u00e3os\u00a0 &#8220;Imagino que estais famintos.&#8221; Ordenou \u00e0s mulheres da casa que trouxessem\u00a0agu\u00e1\u00a0fresca e panos limpos em grande quantidade. &#8220;Lavai-vos dessa poeira da estrada e depois vamos comer, vamos festejar.&#8221;<\/p>\n<p>Obar\u00e1 era pobre e oque tinha de comida em casa nem daria para alimentar os ratos que fu\u00e7avam na despensa. Mas a alegria de ter os\u00a0irm\u00e3os\u00a0em casa era incontida. Ordenou \u00e0 esposa que fosse correndo ao mercado, que tomasse dinheiro emprestado, que pedisse fiado, e que comprasse tudo o que pudesse agradar ao paladar de um\u00a0pr\u00edncipe\u00a0faminto porem exigente. coitado de Obar\u00e1, ia ficar ainda mais pobre, mais endividado, mais enrascado na vida. era assim o destino de Obar\u00e1, era essa a sina dos afilhados desse\u00a0pr\u00edncipe\u00a0do destino. Perdiam tudo, mas\u00a0n\u00e3o\u00a0aprendiam nunca, sempre se metendo em novos apuros e apertos.<\/p>\n<p>E\u00a0ent\u00e3o\u00a0la se foi a mulher de Obar\u00e1 ao mercado, de onde voltou acompanhada de muitos ajudantes carregados de cabritos,\u00a0leit\u00f5es\u00a0e frangos. Traziam\u00a0tamb\u00e9m\u00a0balaios de inhame,\u00a0feij\u00e3o\u00a0e farinha, potes de azeite-de-dend\u00ea,\u00a0porc\u00f5es\u00a0de sal, vasilhas de pimenta, postas de peixe e peneiras de\u00a0camar\u00e3o\u00a0 garrafas de vinho, litros de cerveja. e o banquete que foi preparado e comido nunca mais seria esquecido por\u00a0ningu\u00e9m\u00a0do lugar. Os\u00a0pr\u00edncipes\u00a0comeram ate se fartar, comeram bem como nunca tinham comido antes. terminado a comilan\u00e7a, os odus despediram-se do\u00a0irm\u00e3o\u00a0e prometeram voltar mais vezes, pois comida deliciosa e farta como aquela\u00a0n\u00e3o\u00a0havia. De barriga cheia como estavam\u00a0ent\u00e3o,\u00a0n\u00e3o\u00a0deram conta de levar suas\u00a0desprez\u00edveis\u00a0aboboras e as largaram todas abandonadas no quintal de Obar\u00e1.<\/p>\n<p>Os\u00a0pr\u00edncipes\u00a0partiram e Obar\u00e1 ficou sozinho. sua mulher limpando os restos da principesca comilan\u00e7a, as aboboras abandonadas abarrotando o quintal, os credores\u00a0j\u00e1\u00a0amea\u00e7ando bater \u00e0 sua porta. Quando no dia seguinte todos os mercadores do lugar se recusaram a vender fiado a Obar\u00e1 o que quer que fosse antes que ele pagasse o que devia, faltou de novo comida na mesa de Obar\u00e1. Conformado, ele disse \u00e0 mulher: &#8220;Vamos comer abobora&#8221;. Foi ate o quintal onde os\u00a0pr\u00edncipes\u00a0abandonaram as aboboras e com uma faca partiu uma que lhe parecia bem madura. A abobora estava recheada de pepitas de ouro! Obar\u00e1, boquiaberto, abriu a segunda abobora, no lugar das sementes, diamantes, enormes. A outra trazia perolas e a seguinte esmeraldas. Obar\u00e1 estava enlouquecido. Ele gritava, dan\u00e7ava, gargalhava, abra\u00e7ava a mulher e ia abrindo as aboboras.<\/p>\n<p>Foi assim que Obar\u00e1 se transformou no mais rico dos\u00a0pr\u00edncipes\u00a0do destino, ele gosta muito de contar essa sua historia. Foi assim que Obar\u00e1 se transformou no mais respeitado, invejado e querido de todos os viventes de sua terra, o mais desejado de todos os padrinhos. Todos os pais e\u00a0m\u00e3e\u00a0querem que seus filhos tenham Obar\u00e1 para seu odu. Nunca mais ele foi chamado de\u00a0Pr\u00edncipe\u00a0Infeliz. Pois o odu Obar\u00e1 \u00e9 o odu da riqueza inesperada. Suas historias agora falam\u00a0tamb\u00e9m\u00a0de prosperidade, de muito dinheiro e bem-estar material, contam de ganhos, conquistas, vitorias e finais felizes. Mas para alcan\u00e7ar tamanho sucesso, alem da\u00a0prote\u00e7\u00e3o\u00a0do padrinho Obar\u00e1, \u00e9 preciso ter o\u00a0cora\u00e7\u00e3o\u00a0bom (ou, como dizem alguns, ter o\u00a0ju\u00edzo\u00a0um pouco mole), como tem Obar\u00e1.<\/p>\n<p>Foi o\u00a0pr\u00f3prio\u00a0Obar\u00e1 que, com muita alegria, contou essa historia na segunda\u00a0reuni\u00e3o\u00a0com If\u00e1, tendo sido ajudado pelo\u00a0pr\u00edncipe\u00a0Ejioc\u00f4, que enfatizava as passagens mais interessantes. seus\u00a0irm\u00e3os\u00a0permaneceram quietos e cabisbaixos enquanto Obar\u00e1 se divertia com a narrativa. Mas ao final, quando o banquete foi servido, um grande contentamento voltou a tomar conta de todos na casa celeste de If\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda Reuni\u00e3o O\u00a0PR\u00cdNCIPE\u00a0INFELIZ E AS ABOBORAS DESPREZADAS If\u00e1 morava no Orum, o C\u00e9u dos orix\u00e1s, mas os odus viviam perto do Ai\u00ea, o mundo dos humanos. 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