{"id":1102,"date":"2013-02-21T14:33:44","date_gmt":"2013-02-21T14:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/?p=1102"},"modified":"2013-02-21T14:33:44","modified_gmt":"2013-02-21T14:33:44","slug":"a-cidade-das-mulheres-documentario","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/arquivos\/1102","title":{"rendered":"A Cidade das Mulheres &#8211; Document\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cidade-707359.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1103\" title=\"cidade-707359\" src=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cidade-707359.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"344\" srcset=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cidade-707359.jpg 250w, http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/cidade-707359-218x300.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por:\u00a0L\u00e1zaro Faria<\/p>\n<p>O filme Cidade das Mulheres \u00e9 uma resposta \u00e0 Ruth Landes, antrop\u00f3loga norte-americana que, no ano de 1939, esteve na Bahia pesquisando a ra\u00e7a negra e se surpreendeu com a for\u00e7a e a soberania que as mulheres do candombl\u00e9 exerciam numa organiza\u00e7\u00e3o matriarcal. Seu pensamento ser\u00e1 um dos fios condutores deste document\u00e1rio, ilustrado por imagens das festas populares e dos cultos afr&#8230;icanos, das famosas m\u00e3es de santo e da beleza exuberante da cidade de Salvador.<\/p>\n<p>Cidade das Mulheres apresenta M\u00e3e Estela, Yalorix\u00e1 do terreiro Ax\u00e9 Op\u00f3 Afonj\u00e1 \u2013 um dos mais antigos e conceituados da Bahia, que vai contar a hist\u00f3ria do candombl\u00e9 e a hist\u00f3ria da sua pr\u00f3pria vida. Num bel\u00edssimo depoimento, mostrando o quanto est\u00e1 \u00e0 frente do seu tempo, M\u00e3e Estela discute o matriarcado, a for\u00e7a das mulheres e o sincretismo no Brasil. Por fim, ela fala do futuro e da esperan\u00e7a que tem na continuidade e na for\u00e7a do candombl\u00e9.<\/p>\n<p>Permeando o pensamento de M\u00e3e Estela estar\u00e3o antrop\u00f3logas, soci\u00f3logas, te\u00f3logas, m\u00e3es de santo, comerciantes, enfim, as baianas, que ir\u00e3o enriquecer e fundamentar o seu discurso. O document\u00e1rio vai mostrar a mulher do povo, a baiana do acaraj\u00e9, a baiana comerciante da feira, a baiana empres\u00e1ria, como \u00e9 sua vida e o que \u00e9 ser baiana nos dias de hoje.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio Cidade das Mulheres faz um panorama da identidade visual e cultural dessas baianas que, atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es, criaram um mito, deusas que atuam e interferem no quotidiano da cidade. Um s\u00edmbolo de resist\u00eancia, dignidade e, sobretudo, beleza.<\/p>\n<p>No final dos anos trinta, a antrop\u00f3loga Ruth Landes chegou ao Brasil, com a inten\u00e7\u00e3o de estudar as rela\u00e7\u00f5es raciais no Brasil. Ao tentar comparar o racismo no Brasil e nos Estados Unidos ela se deparou com duas realidades diferentes, por\u00e9m n\u00e3o menos exclusivistas. Os negros no Brasil n\u00e3o eram discriminados somente pela cor da pele, eles eram mantidos na ignor\u00e2ncia e na mis\u00e9ria. Aos pobres restava a religi\u00e3o, o candombl\u00e9, que naquela \u00e9poca era proibido e perseguido.<\/p>\n<p>Ao voltar para os Estados Unidos, discretamente expulsa do pa\u00eds por seus estudos sobre o candombl\u00e9, Ruth Landes lan\u00e7a o livro \u201cCidade das Mulheres\u201d. Ela relata com clareza e com certo espanto, a for\u00e7a da baiana, essa mulher que inventou no Brasil um sistema matriarcal in\u00e9dito, desenvolvido em torno do culto aos orix\u00e1s, onde o poder \u00e9 da m\u00e3e. Atrav\u00e9s das obriga\u00e7\u00f5es com os santos as mulheres foram para os mercados, tomaram as ruas com suas comidas e seus trajes ex\u00f3ticos, o que possibilitou sua liberdade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Cidade das Mulheres vem homenagear a for\u00e7a dessa mulher atrav\u00e9s de M\u00e3e Estela, Yalorix\u00e1 do terreiro Ax\u00e9 Op\u00f3 Afonj\u00e1, s\u00edmbolo maior de dignidade e doa\u00e7\u00e3o, uma vida dedicada ao seu povo. Sua hist\u00f3ria, sua filosofia e seu legado estar\u00e3o preservados atrav\u00e9s dos seus depoimentos. O principal objetivo deste document\u00e1rio \u00e9 mostrar o poder dessas mulheres, confirmar o matriarcado baiano com a afirma\u00e7\u00e3o de que a Bahia \u00e9 a Cidade das Mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00edtulo:\u00a0A CIDADE DAS MULHERES<br \/>\n(ATLANTA PREMER)<br \/>\nG\u00eanero: Document\u00e1rio<br \/>\nCidade e Ano: Brasil, 2005<br \/>\n72 minutos<br \/>\nDiretor:L\u00e1zaro Faria<br \/>\nProdutores:<br \/>\nCleo Martins<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o de\u00a0Fotografia: L\u00e1zaro Faria<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Isabella Lago<br \/>\nM\u00fasica:Cleo Martins<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por:\u00a0L\u00e1zaro Faria O filme Cidade das Mulheres \u00e9 uma resposta \u00e0 Ruth Landes, antrop\u00f3loga norte-americana que, no ano de 1939, esteve na Bahia pesquisando a ra\u00e7a negra e se surpreendeu com a for\u00e7a e a soberania que as mulheres do candombl\u00e9 exerciam numa organiza\u00e7\u00e3o matriarcal. 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