{"id":614,"date":"2012-08-07T19:50:19","date_gmt":"2012-08-07T19:50:19","guid":{"rendered":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/?p=614"},"modified":"2012-08-07T19:50:19","modified_gmt":"2012-08-07T19:50:19","slug":"ile-axe-opo-afonja","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/arquivos\/614","title":{"rendered":"Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/M\u00e3e-Stella.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-617\" title=\"M\u00e3e-Stella\" src=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/M\u00e3e-Stella.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/M\u00e3e-Stella.jpg 355w, http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/M\u00e3e-Stella-300x191.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Terreiro do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 ou Terreiro de Candombl\u00e9 do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 ou ainda Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1,\u00a0 assim como a do Terreiro do Gantois, est\u00e1 intimamente vinculada ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. Este \u00e9 o terreiro mais antigo de que se tem not\u00edcia e o que, segundo v\u00e1rios autores, serviu de modelo para todos os outros, de todas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca, comandado por Eug\u00eania Anna dos Santos, fundou, em 1910, numa ro\u00e7a adquirida no bairro de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Retiro, o Terreiro K\u00eatu do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1. O terreiro ocupa uma \u00e1rea de cerca de 39.000 m2. As edifica\u00e7\u00f5es de uso religioso e habitacional do terreiro, ocupam cerca de 1\/3 do total do terreno, em sua parte mais alta e plana, sendo o restante ocupado pela \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o densa que constitui, nos dias de hoje, o \u00fanico espa\u00e7o verde das redondezas.<\/p>\n<p>Filhas-de-santo do Terreiro Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 Por for\u00e7a da topografia do terreno, as edifica\u00e7\u00f5es do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 se distribuem mais ou menos linearmente, aproveitando as \u00e1reas mais planas da cumeada, tornando, no acesso principal, um \u201cterreiro\u201d aberto em torno do qual se destacam os edif\u00edcios do barrac\u00e3o, do templo principal \u2013 contendo os santu\u00e1rios de Oxal\u00e1 e de Iemanj\u00e1 -, da Casa de Xang\u00f4 e da Escola Municipal Eug\u00eania Anna dos Santos. A organiza\u00e7\u00e3o espacial do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 mant\u00e9m as caracter\u00edticas b\u00e1sicas do modelo espacial t\u00edpico do terreiro jej\u00ea-nag\u00f4.<\/p>\n<p>Esses mesmos elementos, s\u00e3o tamb\u00e9m encontrados nos terreiros da Casa Branca e do Gantois, apenas com uma diferen\u00e7a: no Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 o barrac\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o independente, ao passo que nos dois outros terreiros ele est\u00e1 incorporado ao templo principal.<\/p>\n<p>Sacerdotisas do Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f3 Afonj\u00e1:<\/p>\n<p>* M\u00e3e Aninha \u2013 1909-1938<\/p>\n<p>* M\u00e3e Bada de Oxal\u00e1 \u2013 1939-1941<\/p>\n<p>* M\u00e3e Senhora \u2013 1942-1967<\/p>\n<p>* M\u00e3e Ondina de Oxal\u00e1 \u2013 1969-1975<\/p>\n<p>* M\u00e3e Stella de Ox\u00f3ssi \u2013 1976<\/p>\n<p>Em 1976, sobe ao trono do Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 afonj\u00e1, a ent\u00e3o Colab\u00e1 (um cargo feminino importante que zela por apetrecho consagrado a Xang\u00f4) da casa, Stella Azevedo dos Santos, filha de Ox\u00f3ssi, que fora iniciada por m\u00e3e Senhora de Oxum, tendo como nome religioso Od\u00e9 Kaiod\u00ea, que quer dizer em portugu\u00eas \u201cO ca\u00e7ador trouxe alegria\u201c.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed e at\u00e9 a presente data, o afonj\u00e1 mant\u00e9m-se dentro dos princ\u00edpios constru\u00eddos por Iy\u00e1 Ob\u00e1 Biyi, mesmo sofrendo relevantes mudan\u00e7as estruturais (fundamentalmente em seu aspecto geof\u00edsico), e at\u00e9 algumas reformula\u00e7\u00f5es em torno dos seus rituais, o que \u00e9 natural no \u201ccaminhar\u201d do tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Talvez m\u00e3e Stella tenha sido a mais pol\u00edtica das ialorix\u00e1s deste terreiro, e \u00e9 a mais intelectualizada do que todas anteriores; escreveu livros, atuou publicamente contra o chamado sincretismo religioso que une a imagem de santos cat\u00f3licos \u00e0 de orix\u00e1s, construiu escola, biblioteca, idealizou o museu Il\u00ea Ohun Lailai (Casa das coisas antigas), pregou a necessidade do registro escrito contra os lapsos de mem\u00f3ria, contribui para pesquisas respeitosas em torno da tem\u00e1tica do candombl\u00e9 que ela dirige. H\u00e1 trinta e um anos comanda o afonj\u00e1, que hoje \u00e9 uma imensa \u201ccasa de santo\u201d, que ela considera como \u201cuma pequena \u00c1frica\u201d idealizada por sua inspiradora av\u00f3 Aninha de Xang\u00f4.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">A marca Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Caetano Veloso em sua can\u00e7\u00e3o Tapete M\u00e1gico, gravada por Gal Costa, em seu disco fantasia, faz uma refer\u00eancia \u00e0 \u201cro\u00e7a do Op\u00f4 Afonj\u00e1\u201d como s\u00edmbolo do fant\u00e1stico e da beleza. E \u00e9 este o primeiro adjetivo que se pode extrair da espacialidade daquela casa: beleza. As casas da comunidade somando-se \u00e0s casas dos orix\u00e1s; a \u00e1rea verde e sagrada; o imponente Pal\u00e1cio de Xang\u00f4, chamado por m\u00e3e Stella de sede do terreiro; a grandeza indefin\u00edvel do barrac\u00e3o; e a dan\u00e7a dos orix\u00e1s em suas festas iluminadas.<\/p>\n<p>Outro adjetivo seria for\u00e7a que se coaduna \u00e0 id\u00e9ia que a palavra Ax\u00e9 exprime, e \u00e9 como o Afonj\u00e1 \u00e9 comumente chamado por seus filhos. Paz \u00bf tamb\u00e9m aparece por conta da outra dimens\u00e3o que se sente l\u00e1. E para sintetizar a voca\u00e7\u00e3o da sua territorialidade, surge o termo sagrado. O sagrado templo de Xang\u00f4, senhor do fogo, da justi\u00e7a, da vida, que re\u00fane aos seus p\u00e9s os filhos da Iy\u00e1 Aninha. O sagrado e m\u00e1gico ch\u00e3o de \u201cY\u00e1\u201d, m\u00e3e maior dos ancestrais grunce; a Yemoja iorubana, insepar\u00e1vel m\u00e3e mulher irm\u00e3 do Ob\u00e1 Koss\u00f3 (Xang\u00f4), o grande rei desta espiritualidade.<\/p>\n<p>A grande marca espacial daquela casa \u00e9 o encontro de duas energias, fogo e \u00e1gua, balizando as demais que surgem da impreter\u00edvel presen\u00e7a dos outros orix\u00e1s e encantados. Um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico que ilustra luta, persist\u00eancia, sabedoria, conflito, negocia\u00e7\u00e3o, prest\u00edgio e apogeu. E que deve sempre se espelhar na mem\u00f3ria dos seus mais velhos, e como exemplo, prosseguir a favor dos ventos que alimentam de f\u00e9 os adeptos desta religi\u00e3o.<\/p>\n<p>A Escola Municipal Eug\u00eania Anna dos Santos, faz parte do Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f3 Afonj\u00e1, bem como o Museu Il\u00e9 Ohun Lailai (Casa das Coisas Antigas) inaugurado em 1999, est\u00e1 localizado no andar inferior da Casa de Xang\u00f4, onde reune a hist\u00f3ria do Ax\u00e9, das Iyalorix\u00e1s com objetos de culto e roupas em exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Wikip\u00e9dia,a enciclop\u00e9dia livre e Marlon Marcos,\u00a0 jornalista, professor e mestrando em Estudos \u00c9tnicos e Africanos pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (Ufba)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A hist\u00f3ria do Terreiro do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 ou Terreiro de Candombl\u00e9 do Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 ou ainda Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1,\u00a0 assim como a do Terreiro do Gantois, est\u00e1 intimamente vinculada ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. 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