{"id":836,"date":"2012-12-17T01:53:42","date_gmt":"2012-12-17T01:53:42","guid":{"rendered":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/?p=836"},"modified":"2012-12-17T01:53:42","modified_gmt":"2012-12-17T01:53:42","slug":"onile-a-primeira-divindade-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/arquivos\/836","title":{"rendered":"Onil\u00e9 a Primeira Divindade da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ONIL\u00c9.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-838\" title=\"ONIL\u00c9\" src=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ONIL\u00c9.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ONIL\u00c9.jpg 301w, http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ONIL\u00c9-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os antigos povos que deram origem aos atuais iorub\u00e1s ou nag\u00f4s, de cujas tradi\u00e7\u00f5es se moldaram o candombl\u00e9 no Brasil, cultuavam uma entidade da Terra, a Terra-M\u00e3e, que recebeu muitas denomina\u00e7\u00f5es em diferentes aldeias e cidades que formam o complexo cultural iorub\u00e1 e seus entornos principais, entre os quais os jejes mahis e daomeanos e os tapas ou nupes e os ibos. Esta antiga divindade \u00e9 at\u00e9 hoje cultuada e recebe o nome de Onil\u00e9, a Dona da Terra, a Senhora do planeta em que vivemos. Outros nomes da Terra-M\u00e3e s\u00e3o: Ai\u00ea, Il\u00e9, Ial\u00e9, tamb\u00e9m Ije, Ale, Ala, An\u00e1, Oger\u00ea, e mesmo Buku e Buruku. Entre os jejes do Maranh\u00e3o e da Bahia \u00e9 chamada Ais\u00e3. Creio que grande parte dos seguidores do candombl\u00e9 nunca ouviu falar ou teve apenas vagas refer\u00eancias sobre Onil\u00e9, mas em certos candombl\u00e9s de na\u00e7\u00e3o Keto, que preservam ou reconstituem tradi\u00e7\u00f5es que em grande parte se perderam na di\u00e1spora iorubana, pratica-se um culto discreto, mas significativo a Terra-M\u00e3e, para a qual se canta, ou no in\u00edcio do Sir\u00ea ou no final da chamada roda de S\u00f2ngo, a cantiga que diz \u201cMojub\u00e1, oris\u00e1\/ ib\u00e1, oris\u00e1\/ ib\u00e1 Onil\u00e9\u201d, que pode ser traduzido como \u201cEu sa\u00fado o oris\u00e1\/ Sa\u00fado Onil\u00e9\/ Salve a Senhora da Terra\u201d.<\/p>\n<p>Onil\u00e9 \u00e9 uma divindade feminina relacionada aos aspectos essenciais da natureza, e originalmente exercia seu patronato sobre tudo que se relaciona \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o da natureza pelo homem, o que inclui a agricultura, a ca\u00e7a e a pesca e a pr\u00f3pria fertilidade. Com as transforma\u00e7\u00f5es da sociedade iorub\u00e1 numa sociedade patriarcal ou patrilinear, que implicou a constitui\u00e7\u00e3o de linhagens e cl\u00e3s familiares fundados e chefiados por antepassados masculinos, as mulheres perderam o antigo poder que tiveram numa primeira etapa (um mito relata que, numa disputa entre Oy\u00e1 e Ogum, os homens teriam arrebatado o poder que era antes de dom\u00ednio das mulheres). Os antepassados divinizados tomaram o lugar das divindades primordiais e houve uma redivis\u00e3o de trabalho entre os oris\u00e1s. As divindades femininas antigas tiveram ent\u00e3o seu culto reorganizado em torno de entidades femininas gen\u00e9ricas, as Yi\u00e1 Mi Osorong\u00e1, consideradas bruxas mal\u00e9ficas pelo fato de representarem sempre um perigo para os poderios masculinos, e v\u00e1rios oris\u00e1s tiveram dividido entre si as atribui\u00e7\u00f5es de zelar pela Terra, agora dividida em diferentes governos: o subsolo ficou para Omulu-Obaluaye e para Ogum, o solo para oris\u00e1-Oko e Ogum, a vegeta\u00e7\u00e3o e a ca\u00e7a para os Odes e Osonyin e assim por diante. A fertilidade das mulheres foi o atributo que restou \u00e0s divindades femininas, j\u00e1 que \u00e9 a mulher que pari que reproduz e d\u00e1 continuidade \u00e0 vida. Constituir-se-iam elas ent\u00e3o em oris\u00e1s dos rios, representando a pr\u00f3pria \u00e1gua, que fertiliza a terra e permite a vida: s\u00e3o as Yiagb\u00e1s Yemonj\u00e1, \u00d2sun, Ob\u00e1, Oy\u00e1, Yew\u00e1 e outras e tamb\u00e9m Nan\u00e3, que como antiga divindade da terra, representa a lama do fundo do rio, simbolizando a fertiliza\u00e7\u00e3o da terra pela \u00e1gua.<\/p>\n<p>Onil\u00e9 teve seu culto preservado na \u00c1frica, mas perdendo muitas das antigas atribui\u00e7\u00f5es. Hoje ela representa nossa liga\u00e7\u00e3o elemental com o planeta em que vivemos, nossa origem primal. \u00c9 a base de sustenta\u00e7\u00e3o da vida, \u00e9 o nosso mundo material. Embora sua import\u00e2ncia seja crucial do ponto de vista da concep\u00e7\u00e3o religiosa de universo, os devotos a ela poucos recorrem, pois seu culto n\u00e3o trata de aspectos particulares do mundo e da vida cotidiana, preferindo cada um dirigir-se aos oris\u00e1s que cuidam desses aspectos espec\u00edficos. No Brasil, como aconteceu com outros oris\u00e1s, seu culto quase desapareceu. Certamente um fator que contribuiu para o esquecimento de Onil\u00e9 no Brasil \u00e9 o fato de que este oris\u00e1 n\u00e3o se manifesta atrav\u00e9s do transe ritual, n\u00e3o incorpora, n\u00e3o dan\u00e7a. Outros oris\u00e1s importantes na \u00c1frica e que tamb\u00e9m n\u00e3o se manifestam no corpo de iniciados foram igualmente menos considerado neste Pa\u00eds que, por influ\u00eancia do Kardecismo, atribui um valor muito especial ao transe. Foi o que aconteceu com Orunmil\u00e1, Oduwduwa, Oris\u00e1-Oko, Ajal\u00e1, al\u00e9m da Yi\u00e1 Mi Osorong\u00e1. \u00c9 interessante lembrar que o culto de Osonyin sofreu no Brasil grande mudan\u00e7a, passando o oris\u00e1 das folhas a se manifestar no transe, o que o livrou certamente do esquecimento. O culto da \u00e1rvore Iroko tamb\u00e9m se preservou entre n\u00f3s, ainda que raramente, quando ganhou filhos e se manifestou em transe, sorte que n\u00e3o teve Apaok\u00e1. Na Nig\u00e9ria mant\u00e9m-se viva a id\u00e9ia de que Onil\u00e9 \u00e9 \u00e0 base de toda a vida, tanto que, quando se faz um juramento, jura-se por Onil\u00e9. Nessas ocasi\u00f5es, \u00e9 ainda costume p\u00f4r na boca alguns gr\u00e3os de terra, \u00e0s vezes dissolvida na \u00e1gua que se bebe para selar a jura, para lembrar que tudo come\u00e7a com Onil\u00e9, a Terra-M\u00e3e, tanto na vida como na morte. Um mito que j\u00e1 tive o prazer de contar em outras ocasi\u00f5es ensina qual s\u00e3o a atribui\u00e7\u00e3o principal de Onil\u00e9, como ela est\u00e1 associada ao ch\u00e3o que pisamos e sobre o qual vivemos n\u00f3s e todos os seres vivos que formam o nosso habitat, nosso mundo material.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim conta o mito: Onil\u00e9 era a filha mais recatada e discreta de Olodumare. Vivia trancada em casa do pai e quase ningu\u00e9m a via. Quase nem se sabia de sua exist\u00eancia. Quando os oris\u00e1s seus irm\u00e3os se reuniam no pal\u00e1cio do grande pai para as grandes audi\u00eancias em que Olodumare comunicava suas decis\u00f5es, Onil\u00e9 fazia um buraco no ch\u00e3o e se escondia, pois sabia que as reuni\u00f5es sempre terminavam em festa, com muita m\u00fasica e dan\u00e7a ao ritmo dos atabaques. Onil\u00e9 n\u00e3o se sentia bem no meio dos outros. Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reuni\u00e3o no pal\u00e1cio e os oris\u00e1s deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, m\u00fasica e dan\u00e7a. Por todos os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento. Quando chegou por fim o grande dia, cada oris\u00e1 dirigiu-se ao pal\u00e1cio na maior ostenta\u00e7\u00e3o, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare. Yemonj\u00e1 chegou vestida com a espuma do mar, os bra\u00e7os ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabe\u00e7a cingida por um diadema de corais e p\u00e9rolas, o pesco\u00e7o emoldurado por uma cascata de madrep\u00e9rola. Os\u00f2\u00f3si escolheu uma t\u00fanica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais ex\u00f3ticos animais. Osonyin vestiu-se com um manto de folhas perfumadas. Ogum preferiu uma coura\u00e7a de a\u00e7o brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira. \u00d2sun escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as \u00e1guas verdes dos rios. As roupas de Osumar\u00e8 mostravam todas as cores, trazendo nas m\u00e3os os pingos frescos da chuva. Oy\u00e1 escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade. S\u00f2ngo n\u00e3o fez por menos e cobriu-se com o trov\u00e3o. \u00d3\u00f2s\u00e0\u00e1l\u00e1 trazia o corpo envolto em fibras alv\u00edssimas de algod\u00e3o e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio. E assim por diante. N\u00e3o houve quem n\u00e3o usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita. Nunca se vira antes tanta ostenta\u00e7\u00e3o, tanta beleza, tanto luxo.<\/p>\n<p>Cada oris\u00e1 que chegava ao pal\u00e1cio de Olodumare provocava um clamor de admira\u00e7\u00e3o, que se ouvia por todas as terras existentes. Os oris\u00e1s encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onil\u00e9. Onil\u00e9 n\u00e3o se preocupou em vestir-se bem. Onil\u00e9 n\u00e3o se interessou por nada. Onil\u00e9 n\u00e3o se mostrou para ningu\u00e9m. Onil\u00e9 recolheu-se a uma funda cova que cavou no ch\u00e3o. Quando todos os oris\u00e1s haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono. Ele disse ent\u00e3o \u00e0 assembl\u00e9ia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estava t\u00e3o bonito que ele n\u00e3o saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo. Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como come\u00e7ar a distribui\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o disse Olodumare que os pr\u00f3prios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos j\u00e1 tinham feito a divis\u00e3o do mundo. Ent\u00e3o Yemonj\u00e1 ficava com o mar, \u00d2sun com o ouro e os rios. A Os\u00f2\u00f3si com as matas e todos os seus bichos, reservando as folhas para Osonyin. Deu a Oy\u00e1 o raio e a S\u00f2ngo o trov\u00e3o. Fez \u00d3\u00f2s\u00e0\u00e1l\u00e1 dono de tudo que \u00e9 branco e puro, de tudo que \u00e9 o princ\u00edpio, deu-lhe a cria\u00e7\u00e3o. Destinou a Osumar\u00e8 o arco-\u00edris e a chuva. A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra.<\/p>\n<p>E assim por diante. Deu a cada oris\u00e1 um peda\u00e7o do mundo, uma parte da natureza, um governo particular. Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de ent\u00e3o cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza. Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao oris\u00e1 que a possu\u00edsse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predile\u00e7\u00e3o do oris\u00e1. Os oris\u00e1s, que tudo ouviram em sil\u00eancio, come\u00e7aram a gritar e a dan\u00e7ar de alegria, fazendo um grande alarido na corte. Olodumare pediu sil\u00eancio, ainda n\u00e3o havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribui\u00e7\u00f5es. Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos oris\u00e1s. Disse que dava a Terra a quem se vestia da pr\u00f3pria Terra. Quem seria? Perguntavam-se todos? \u201cOnil\u00e9\u201d, respondeu Olodumare. \u201cOnil\u00e9?\u201d todos se espantaram. Como, se ela nem sequer viera \u00e0 grande reuni\u00e3o? Nenhum dos presentes a vira at\u00e9 ent\u00e3o. Nenhum sequer notara sua aus\u00eancia. \u201cPois Onil\u00e9 est\u00e1 entre n\u00f3s\u201d, disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava vestida de terra, a discreta e recatada filha. Ali estava Onil\u00e9, em sua roupa de terra. Onil\u00e9, a que tamb\u00e9m foi chamada de Il\u00ea, a casa, o planeta. Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onil\u00e9, pois ela era a m\u00e3e de todos, o abrigo, a casa. A humanidade n\u00e3o sobreviveria sem Onil\u00e9. Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos oris\u00e1s? \u201cTudo est\u00e1 na Terra\u201d, disse Olodumare. \u201cO mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo\u201d, continuou. \u201cAt\u00e9 mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-\u00edris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a sa\u00fade, a doen\u00e7a e mesmo a morte\u201d. Pois ent\u00e3o, que cada um pagasse tributo a Onil\u00e9, foi \u00e0 senten\u00e7a final de Olodumare. Onil\u00e9, oris\u00e1 da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra tamb\u00e9m repousam os corpos dos que j\u00e1 n\u00e3o vivem. Onil\u00e9, tamb\u00e9m chamada Ai\u00ea, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destru\u00eddo. Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare. Todos os oris\u00e1s aclamaram Onil\u00e9. Todos os humanos propiciaram a m\u00e3e Terra.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos oris\u00e1s. E assim este mito, de modo did\u00e1tico e com muita beleza, situa o papel de Onil\u00e9 no pante\u00e3o dos deuses iorub\u00e1s. Como \u00e9 estrutural nos mitos, o tempo da narrativa n\u00e3o \u00e9 hist\u00f3rico, dando a impress\u00e3o que os cultos dos diferentes oris\u00e1s foram institu\u00eddos a um s\u00f3 tempo, num s\u00f3 ato do supremo deus. A narrativa enfatiza, contudo, a concep\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da religi\u00e3o dos oris\u00e1s, isto \u00e9, que cada oris\u00e1 \u00e9 um aspecto da natureza, uma dimens\u00e3o particular do mundo em que vivemos. Eles s\u00e3o o pr\u00f3prio mundo, com suas for\u00e7as, elementos, energias e propriedades, mundo que tem por base Onil\u00e9, a Terra, o planeta que habitamos o nosso lar no universo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os antigos povos que deram origem aos atuais iorub\u00e1s ou nag\u00f4s, de cujas tradi\u00e7\u00f5es se moldaram o candombl\u00e9 no Brasil, cultuavam uma entidade da Terra, a Terra-M\u00e3e, que recebeu muitas denomina\u00e7\u00f5es em diferentes aldeias e cidades que formam o complexo cultural iorub\u00e1 e seus entornos principais, entre os quais os jejes mahis e daomeanos e &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link block-button\" href=\"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/arquivos\/836\">Continue lendo &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/836"}],"collection":[{"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=836"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2461,"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/836\/revisions\/2461"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/omidewa.com.br\/public_html\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}