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DEPUTADO ABUSA DE PODER PARA ESPALHAR PRECONCEITO

O abuso de poder é mais um dos problemas que nós religiosos de matriz africana estamos enfrentando, o deputado estadual Feliciano Filho (PV), que diz ser cristão e vegetariano, propôs à Assembleia Legislativa de São Paulo o projeto de lei 992/2011, que proíbe o sacrifício de animais em práticas de rituais religiosos no estado de São Paulo. O texto prevê multa de 300 Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) ou R$ 5,2 mil para cada infração, dobrando de valor em caso de reincidência. A proposta tem provocado protestos do presidente do Fórum de Sacerdotes do Estado de São Paulo e do Instituto Nacional de Defesa das Tradições de Matriz Afro Brasileira,  conselheiro do Fórum Inter-religioso da Secretaria de Estado da Justiça e do Comitê de Cultura de Paz da Assembleia Legislativa, Tata Matâmoride. “Já entramos em contato com o presidente da Assembleia para informar que esse projeto é inconstitucional.” Ele cita o artigo V da Constituição, que estabelece que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. O religioso diz que iniciativa igual não prosperou em Piracicaba, no interior de São Paulo, onde foi vetado em 2010 pelo prefeito Barjas Negri. “Já houve iniciativa igual em Piracicaba, mas não colou, porque não é competência do estado legislar sobre esse assunto”, diz.

O equivocado deputado Feliciano Filho, diz que sua ideia é polêmica e que nós (contrários a suas ideias absurdas) somos uma minoria, “Não sei de onde virá a pressão, só sei que é uma minoria. Tem de valer o interesse da sociedade. Não pode valer o interesse de classe. Não queremos cercear a liberdade de culto”, afirma.

Exigimos uma reparação urgente perante os governantes, pois estão acontecendo demasiadas invasões em nossas casas d culto africano por pessoas com esse tipo de prática e pensamento tacanho. Não podemos viver calados diante de tanta opressão e não ter a proteção do governo, tendo em vista que pagamos por igual nossos impostos e votamos como cidadãos que somos.

O deputado está convencido de que a proposta, que começa a ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deverá ser aprovada e afirma que vai tentar ouvir as pessoas que podem sentir-se afetadas pela proposta. “A gente vai tentar porque tem muitos projetos em andamento, quando [o projeto] estiver mais perto da ordem do dia. Mas a proposta não tem vícios de iniciativa e é constitucional”, afirma. Essa é a forma que ele tem de se fazer parecer complacente e que ouve a todos, em minha opinião mero blefe, pessoas que usam de seu poder para desrespeitar as outras não merecem estar em posição de destaque na sociedade, muito menos ter um cargo que decida quem pode ou não participar das diversas religiões existentes no nosso Brasil. É muito fácil apontar o dedo para o candomblé e virar a cara para o sacrifício de animais, quando “eles” almoçam ou festejam seus churrascos, o que eles colocam nas mesas para comer?  Nas ceias de natal, o que vai como prato principal? Nas festas que tantos candidatos gostam de se mostrar por ai, o que predomina em seus pratos com os acompanhamentos?  Na verdade o mundo está cheio de hipócritas que gostam de se promover em cima da história de nossos ancestrais, até mesmo os deles, construíram o Brasil com seu suor e suas crenças, para virem gente dessa estirpe querer ser melhor do que séculos de raízes. As eleições estão aí, vamos ponderar quem colocamos para governar nossa cidade para podermos ter acesso e voz ativa quando eles estiverem no poder, agregando suas necessidades as nossas como povo brasileiro.

Por: Andréa Gisele

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