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Amalá para Xangô todas as quartas no ILÊ ASÉ OMIDEWÁ

 

O Amalá, comida de axé, que deve ser colocado em gamela, quando possível, preparado por um filho ou filha de Xangô. Servir o Amalá é sempre um momento de muita emoção e deve ser de união também, é quando temos a oportunidade de poder compartilhar do axé deste Orixá, com todos os presentes, é se encher de alegrias e forças a cada novo dia, é ter a certeza que Xangô está presente em todos os nossos momentos, nos acompanhando em cada decisão, em cada novo passo em nossa vida diária.

 

A culinária é de extrema importância, pois o Orixá já está do lado de quem prepara, observando o carinho dispensado, a atenção dada e a dedicação do preparo inicial até a entrega do axé. Não basta fazer, é preciso fazer certo, sem esperar receber nada em troca por isso. É o que chamamos de amor, pelo Orixá, pela religião.

 

Mais do que servir uma linda oferenda, o “seu coração, deve estar puro”.

 

Poder participar é ter a possibilidade de alimentar a sua fé a cada dia. Assim como é fornecido alimento ao corpo, a fé é o alimento oferecido ao sagrado. Compartilhar o alimento com o sagrado é ter a possibilidade e ser servido do mesmo alimento que é ofertado ao Orixá, neste caso Xangô.

 

Quando é degustado pela comunidade e filhos de santo, estamos não somente ingerindo um alimento, mas também resgatando uma ancestralidade, estamos desenvolvendo nossa humildade, já que na sociedade atual não comemos com as mãos, comemos o amalá com as mãos em respeito a Xangô, em respeito aos Orixás e a religião africana.

 

É crucial que para participar deste ritual as pessoas estejam puras, pois sendo Xangô o Orixá da balança, do equilíbrio ele busca a justiça onde ela estiver, inclusive quando seus filhos erram, pois a justiça é feita onde estiver.

 

É imprescindível que o preparo do Amalá seja realizado com dedicação e pureza no coração, é necessário estar em sintonia com seu Orixá, e esta sintonia somente é alcançada com carinho de quem está preparando a comida. Este ritual é a oportunidade que todos têm de compartilhar momentos de muita fé e agradecer a Xangô, além de fazer seus pedidos e fortalecer o axé.

 

 

 

Daí a importância de uma conduta correta e adequada a religião africana. Não basta ser de religião é preciso viver a religião e a religião é vivida através de ações diárias com os Orixás, quando se prejudica um filho do axé, estamos prejudicando seu Orixá.

 

O Amalá para Xangô é o momento onde todos se reúnem para desenvolver ainda mais a sua fé, desenvolver o axé e resgatar a ancestralidade de cada um.

 

 

 

Orixá é alegria, é paz e tranquilidade especialmente Xangô, orixá da justiça e do equilíbrio, capaz de tomar decisões certas onde nós não teríamos condições. Neste sentido o Amalá é o momento onde Xangô recebe todos os seus filhos e os mostra o caminho certo, pois como Pai, ele educa, corrige, faz com que seus filhos andem e se desenvolvam a cada dia mais em toda a sua plenitude.

 

 

 

Que todo Amalá para Xangô servido no nosso Ilé seja para trazer prosperidade, alegria e justiça a todos.

 

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

 

 

DAMATA, Roberto. “Sobre comidas e mulheres”. In: DAMATA, Roberto. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro.ROCCO, 2001. Apud MACIEL, Maria Eunice. 2005. “Os tipos característicos. Região e estereotipos regionais”. Humanas, Porto Alegre, vol. 18, n. 1/2, jan./dez. p. 171-91. p. 171-91

 

 

 

SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia; traduzido pela Universidade Federal da Bahia. 13 ed. Petrópolis, Vozes, 2008.

 

1 comentário

Nenhuma menção ainda

  1. Maria do socorro Assunção de Sousa disse:

    Eu agradeço por tudo o mundo dos orixás
    Agradeço a xangô

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