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Ìyamí Òsorongá – A Temível força da Feminilidade

“Quando se pronuncia o nome de Yiá Mi Oxorongá, quem estiver sentado deve-se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência, pois se trata de temível Orixá, a quem se deve apreço e acatamento”.

Iyà Mi Oxorongá é a grande representação do Poder Feminino no Awó (Culto) Africano, e, por herança do Candomblé afro-brasileiro. Encontra o seu maior fundamento na capacidade de gestação da Vida que toda a mulher possui. Por isso, toda a mulher é uma Iya Mi latente, esperando apenas o momento certo para nascer. Esta divindade na verdade representa a colectividade ancestral feminina, pois é a síntese da Alma de todas as mulheres juntas. Iya mi Agba, outro nome pelas quais elas podem ser referenciadas, significa Minhas Mães Ancestrais. Mais uma vez ratificando que esta poderosa divindade são as nossas queridas mães, vivas pela eternidade. Algumas vezes é comum ouvirmos se referir a elas como “Minhas Mães Queridas”, que é apenas um artifício para aplacar-lhes a ira, pois o Poder Feminino destas Guardiãs do Segredo da Vida é Terrível!
Mas por quê? Porque às mulheres cabe o poder de gerar, o poder que dá a Vida. Portanto cabe às mulheres decidir se o rebento vai nascer ou não. E mesmo quando nasce, cabe também, somente a elas, decidir se a criança vive ou não. Assim as Iya Mi (Minhas Mães) são as Senhoras da Vida, mas também, as Senhoras da Morte, que é o corolário da Vida. Todo o ser vivo deve sua Vida à Iyá Mi, pois deve sua Vida à sua Mãe. O Poder pertence às mulheres, afinal: “A mão que balança o berço, é a mão que governa o Mundo”. Não é por acaso que as Iya Mi são tabu na Religião, assim como a Mulher é tabu em todas as sociedades. Porque o poder pertence a elas.

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