jul
27

Segunda Caminhada pela Água e pela Vida

A preservação dos rios e do meio ambiente se tornou o foco de uma grande ação social na manhã de ontem, em João Pessoa. O Centro de Cultura Afro-Brasileira Ilê Axé Omidewá realizou, no Valentina Figueiredo, a segunda edição da Caminhada pela Água e pela Vida, em defesa de todos os rios do planeta.

A concentração começou por volta das 8h, com um café-da-manhã servido na sede do Ilê Axé Omidewá. Às 9h, cerca de cem pessoas, entre filhos-de-santo de vários terreiros da Grande João Pessoa e comunidade local, partiram em caminhada até o rio Cuiá, que corta o bairro do Valentina. Os participantes seguiram a passeata ao som do toque dos atabaques e cânticos de matriz africana, conduzidos por um trio elétrico.

No rio, houve ainda uma palestra sobre candomblé e preservação ambiental proferida por Mãe Lúcia, diretora da instituição que organiza o evento, seguida da homenagem a Oxum, grande mãe de todas as águas doces.

“Precisamos nos conscientizar e cuidar do nosso planeta. Nossa religião é ligada à natureza, não podemos esquecer disso, pois as matas e os rios estão morrendo. Vamos cuidar do rio Cuiá e dar o exemplo para que cada comunidade cuide de seu ecossistema”, disse Mãe Lúcia.

Após a oferenda, foram plantadas 30 mudas de diversas árvores para fortalecer as matas ciliares nas proximidades do rio. Todas as mudas foram doadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Seman), da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Na volta ao Ilê Axé Omidewá, aconteceu uma grande festa para celebrar o dia.

O evento teve o apoio da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans), que coordenou todo o trajeto, e foi aberto ao público. De acordo com os organizadores, o número de participantes duplicou, em relação ao ano passado. Com a preservação do rio Cuiá, o presente para as águas doces pretende beneficiar toda a comunidade do Valentina Figueiredo. A expectativa entre os organizadores é que o movimento continue crescendo e, em breve, a área seja transformada em um parque ambiental.

jul
27

Deputado amigo do Axé

O candomblé da Paraíba tem mais um motivo de festa neste ano. O Centro de Cultura Afro-Brasileira Ilê Axé Omidewá foi reconhecido na Assembleia Legislativa da Paraíba como de utilidade pública estadual, através do projeto de Lei n° 8.784, de 5 de maio de 2009, proposto pelo deputado estadual Rodrigo Soares (PT).

jul
20

Presente para as águas doces

No próximo domingo, 26, o Ilê Axé Omidewá vai realizar uma grande ação social em prol da educação ambiental junto ao povo de terreiro. Como em todos os anos, no mês de julho, será feita a entrega do Presente para as Águas Doces, em homenagem a Oxum, orixá patrono da casa.

A concentração vai começar por volta das 8h, na sede do Ilê Axé Omidewá. Às 8h30, cerca de 500 pessoas, entre filhos-de-santo de vários terreiros da Grande João Pessoa e comunidade local, partirão em caminhada até o rio Cuiá, no Valentina Figueiredo, ao som do toque dos atabaques e cânticos de matriz africana.

No rio, haverá uma palestra sobre candomblé e preservação ambiental, proferida por Mãe Lúcia, seguida da homenagem a Oxum, grande mãe de todas as águas doces. Na volta, será servido um café-da-manhã para todos os participantes.

O evento terá o apoio da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans) e será aberto ao público. Com a preservação do rio Cuiá, o presente para as águas doces pretende beneficiar toda a comunidade do Valentina Figueiredo. Clique aqui para ver o evento no ano passado.

Serviço: Presente para as Águas Doces – Ilê Axé Omidewá – Rua Alvorada, 175, Lot. Planalto da Boa Esperança – Valentina de Figueiredo, (Por trás do City Park). Concentração às 8h. Contato: 8724-7524

jul
02

Besouro, o filme

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Confira em primeira mão no blog do Ilê Axé Omidewá o trailer de Besouro, filme de João Daniel Tikhomiroff que coloca um capoeirista no papel principal. Ao contrário de tantas outras citações no cinema, aqui o personagem principal segue a religião dos orixás, mas não é bandido, é herói.

De acordo com o próprio diretor, Besouro conta a história de um super-herói brasileiro. “Queremos que ele seja, para a capoeira, o que filmes chineses contemporâneos como Herói e O Tigre e o Dragão são para as artes marciais orientais: um espetáculo de aventura, onde a paixão, o misticismo e a emoção têm papel central”, disse Tikhomiroff.

Besouro é mais uma referência que vem para engrandecer a cultura e a imagem do povo negro. Clique aqui para conferir o blog oficial do filme.

maio
25

Cineport

No último dia 2 de maio, durante a quarta edição do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, o Cineport, foi lançado o filme “O Sonho de Inacim”, do diretor paraibano Eliézer Rolim Filho.

A obra homenageia o bicentenário de nascimento do Padre Ignácio Rolim, interpretado por José Wilker, um descendente de franceses que nos idos de 1800 criou um colégio e a partir dele fundou a cidade de Cajazeiras. O filme mostra o sertão de hoje com seus problemas, seu ritmo de vida, sua gente, seus costumes e ritos, através do adolescente Inacim. O menino tem uma capacidade sobrenatural de voltar ao tempo e conversar com o Padre Rolim através de sonhos. Suas revelações surpreendem e transformam a vida da cidade.

O longa teve cenas rodadas no Ilê Axé Omidewá, com orientação de Mãe Lúcia para as referências do Candomblé.

Confira o site oficial do filme clicando aqui, e na janela, o teaser:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=jWMJGWX7Rhc]

Abaixo, Mãe Lúcia na exibição do filme no Cineport, ao lado dos atores José Dumont, Marcélia Cartaxo e Dadá Venceslau.

maio
25

Seminário Nacional

Entre os dias 8 e 11 de maio deste ano, Mãe Lúcia esteve em Brasília, onde participou do Seminário Nacional Diversidade de Sujeitos e Igualdade de Direitos no SUS, promovido pelo Ministério da Saúde, do governo federal, em parceria com os movimentos sociais.

Participaram do evento representantes do Movimento Negro, grupos LGBT, comunidades de religiões de matriz africana, ciganos, Movimento Nacional da População de Rua, Movimentos Populares de Saúde, entre outras minorias.

Reunidos no encontro nacional, os grupos prepararam uma carta para o ministro da saúde, José Gomes Temporão, pedindo mais respeito e políticas públicas ligadas à diversidade.

Durante sua palestra, Mãe Lúcia cobrou mais capacitação para o atendimento de várias culturas e raças. “O programa Humaniza SUS ficou só no papel. É preciso respeitar as religiões africanas, muitas pessoas se sentem agredidas. Justo em um momento de tanta fragilidade, alguns atendentes tentam imputar a religião deles, coagindo os pacientes”, disse a ialorixá.

Mãe Lúcia discursando sobre pluralidade e mais respeito para o povo de santo

Na elaboração da carta para o ministro José Gomes Temporão. Vera Baroni – PE (E), Luza de Oxum – MA (C) e Mãe Lúcia

Ao lado do secretário de gestão estratégica e participativa do Ministério da Saúde, Antônio Alves de Souza

Abaixo, fotos da última entrega de cestas de alimentos para o povo dos terreiros, através do programa Fome Zero, do governo federal.

maio
09

Parabéns Mãe Stella!

No último dia 2, Minha avó de santo completou com muita saúde 84 anos de idade. Em uma festa alegre, cheia de amigos e admiradores, Mãe Stella distribuiu seu carinho para todos os que se faziam presentes no barracão do Ilê Axé Opô Afonjá.

Filha de Oxóssi, Mãe Stella é hoje uma das iyalorixás mais respeitadas do país. Durante a festa, sua presença era uma verdadeira aula de Candomblé. A simplicidade nos passos e a sabedoria vista nos olhos dela nos mostravam o quanto devemos nos despir das vaidades e quanto temos a aprender na longa jornada das nossas vidas.

Durante a semana que passei trabalhando em Salvador, tomar a bênção da minha avó de santo foi a experiência mais marcante que tive, uma honra que mal tenho como descrever. Aprendizagem para a vida inteira.

Na foto: Eu, Mãe Stella e a iyakekerê do Ilê Axé Omidewá, que me recebeu em Salvador com o verdadeiro carinho materno, Mãe Thereza.

abr
12

Recadastramento

Também no dia 29 de março foi realizado o recadastramento para o povo de terreiro que recebe as cestas alimentares através do Programa Fome Zero, do governo federal. Representantes de mais de 30 terreiros da Grande João Pessoa estiveram presentes.

A pedido de Mãe Lúcia, o consultor de sistemas gerenciais da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR), Nilo Nogueira, recomendou que fosse feito um recadastramento para que o governo conheça o povo das religiões de matriz africana.

Atualmente a Paraíba recebe apenas cem cestas destinadas ao povo de santo, quando a demanda é dez vezes maior. A culpa do déficit de cestas em relação ao grande número de necessitados é do próprio povo que, quando perguntados pelo Censo Nacional sobre sua religião, se dizem espíritas.

Durante a palestra que precedeu o recadastramento, Mãe Lúcia pediu mais uma vez que o povo de santo responda ao Censo de forma correta. “Não podemos nos esconder em outras religiões, somos de matriz africana e o governo precisa saber que existimos, ou as outras religiões continuarão recebendo o auxílio que deveria ser destinado ao nosso povo”, disse a ialorixá.

Quem também esteve presente na reunião foi o superintendente da Emlur, Coriolano Coutinho, que se surpreendeu com o tamanho do povo de santo e disse que as políticas públicas devem chegar à todos.

Coutinho se mostrou feliz em conhecer o povo de terreiro da região metropolitana da capital e firmou uma parceria com o Centro de Cultura Afro-brasileira Ilê Axé Omidewá, onde trará as oficinas de arte da Emlur para o povo de santo e a comunidade do Valentina.

abr
11

Nova Federação

No último dia 29 de março foi criada mais uma federação para defender o povo de santo. A Federação Cultural Paraibana de Umbanda, Candomblé e Jurema (Umcanju), sob a liderança do competente Pai Beto de Xangô.

Para celebrar a criação da nova federação, Pai Beto reuniu em seu terreiro vários líderes juremeiros de todo o Estado e prometeu, durante a reunião, lutar por este povo. “Com a nova federação eu serei justo como é Xangô. Lutarei contra o racismo, o preconceito religioso e a favor dos fracos e oprimidos”, disse Pai Beto.

O Ilê Axé Omidewá apoia a nova federação e confia em uma gestão justa e ativa. Avante Pai Beto!

mar
24

Luta por um Estado laico

Na semana passada, a vereadora de João Pessoa, Sandra Marrocos (PSB), causou polêmica na Câmara Municipal ao propor um projeto de lei que eliminaria a obrigatoriedade da leitura diária da Bíblia Sagrada na abertura das sessões na casa.

O fato é que a leitura bíblica diária na abertura das sessões na Casa de Napoleão Laureano só remete às religiões ligadas ao cristianismo. A proposta da vereadora para mudar o regimento interno da casa seria de eliminar a leitura diária ou ampliar o espaço para as outras religiões, reforçando o Estado laico.

Infelizmente a proposta causou tumulto na casa, inflamando o humor da ala pseudo-cristã da Câmara (falsos, pois no verdadeiro cristianismo está a união entre os povos). Para Sandra, política é independente de religião. O blog respeita todas as religiões e segue firme na luta contra a intolerância religiosa.

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