A concentração começou por volta das 8h, com um café-da-manhã servido na sede do Ilê Axé Omidewá. Às 9h, cerca de cem pessoas, entre filhos-de-santo de vários terreiros da Grande João Pessoa e comunidade local, partiram em caminhada até o rio Cuiá, que corta o bairro do Valentina. Os participantes seguiram a passeata ao som do toque dos atabaques e cânticos de matriz africana, conduzidos por um trio elétrico.
No rio, houve ainda uma palestra sobre candomblé e preservação ambiental proferida por Mãe Lúcia, diretora da instituição que organiza o evento, seguida da homenagem a Oxum, grande mãe de todas as águas doces.
“Precisamos nos conscientizar e cuidar do nosso planeta. Nossa religião é ligada à natureza, não podemos esquecer disso, pois as matas e os rios estão morrendo. Vamos cuidar do rio Cuiá e dar o exemplo para que cada comunidade cuide de seu ecossistema”, disse Mãe Lúcia.
Após a oferenda, foram plantadas 30 mudas de diversas árvores para fortalecer as matas ciliares nas proximidades do rio. Todas as mudas foram doadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Seman), da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Na volta ao Ilê Axé Omidewá, aconteceu uma grande festa para celebrar o dia.
O evento teve o apoio da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans), que coordenou todo o trajeto, e foi aberto ao público. De acordo com os organizadores, o número de participantes duplicou, em relação ao ano passado. Com a preservação do rio Cuiá, o presente para as águas doces pretende beneficiar toda a comunidade do Valentina Figueiredo. A expectativa entre os organizadores é que o movimento continue crescendo e, em breve, a área seja transformada em um parque ambiental.